Apontado como “Polo” por executivo da Odebrecht, Jaques Wagner quebra o silêncio

Apontado como “Polo” por executivo da Odebrecht, Jaques Wagner quebra o silêncio
12 dezembro 13:00 2016 Imprimir esta notícia

Após ser apontado como recebedor de presente caro e mais de R$ 7 milhões em doações eleitorais da Odebrecht, o ex-governador Jaques Wagner rompeu o silêncio. Sem entrar em detalhes, o também membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), classificou a delação de Cláudio Mello Filho como “repleta de inverdades”

Ainda por meio de sua assessoria, Wagner disse ter estranhado “o conteúdo e a divulgação de uma delação que nem homologada foi pela autoridade competente, que é o Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Jaques Wagner afirmou ter mantido relacionamento com Cláudio Mello e com qualquer representante de outras empresas “sempre norteados na defesa dos interesses” do estado da Bahia. “Estou absolutamente tranquilo porque não houve qualquer ato ilícito. Vou  defender de forma intransigente o completo esclarecimento dos fatos porque a sociedade tem o direito de conhecer a verdade”, concluiu o ex-governador.

O codinome “Polo” seria uma referência ao Polo Petroquímico de Camaçari, onde Wagner já atuou como funcionário e sindicalista, local que a Odebrecht tem negócios.

Além de Wagner a delação de Cláudio Mello citou outros nomes da política baiana, como o deputado estadual Adolfo Viana (PSDB), codinome “Jovem”, que teria recebido R$ 50 mil; os federais José Carlos Aleluia (DEM), codinome “Missa”, R$ 300 mil; Colbert Martins (PMDB), codinome “Médico”, R$ 150 mil; Daniel Almeida (PCdoB),  codinome “Comuna”, R$ 100 mil; Paulo Magalhães (PSD), codinome “Goleiro”, R$ 150 mil; Jutahy Magalhães (PSDB), codinome “Moleza”, R$ 350 mil e a senadora Lídice da Mata (PSB), codinome “Feia”, R$ 200 mil. (Por Ronildo Brito)

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