Biomédico oferece dicas para evitar intoxicação alimentar durante o carnaval

Biomédico oferece dicas para evitar intoxicação alimentar durante o carnaval
03 fevereiro 17:47 2016 Imprimir esta notícia

Consumir alimentos vendidos na rua durante o carnaval é, quase sempre, inevitável. Mesmo com o amplo leque de opções, o folião deve ter cuidado na hora da escolha durante os circuitos da folia, já que o calor intenso e o manuseio incorreto dos alimentos podem causar doenças graves.

“Os alimentos perecíveis devem ser mantidos sob refrigeração em temperaturas abaixo de 5°C e os cozidos devem ser mantidos sob aquecimento acima de 60°C. Já em temperatura ambiente, os ingredientes não devem permanecer mais do que duas horas expostos. Dois tipos de microrganismos podem se proliferar nestes alimentos: os deteriorantes, que alteram os aspectos físicos do alimento, produzindo o odor e sabor azedo e os microrganismos patogênicos, considerados mais perigosos, pois não alteram o sabor nem o aspecto visual do alimento”, alerta o biomédico e professor da Unime, Rafael Gomes.

O especialista informa que o folião deve ficar atento também com as condições de higiene do local, bem como o armazenamento e manuseio dos alimentos que estão sendo comercializados. “É necessário observar a limpeza, o bom estado de conservação, a exposição do alimento, a temperatura de acondicionamento e como os funcionários manuseiam as comidas. Além de uniformizados, devem manter os cabelos presos, além de barba e unhas feitas. Certifique-se sobre a procedência para evitar a compra de produtos fora do prazo de validade, falsificados ou violados”.

Para evitar a intoxicação, o biomédico comenta sobre os principais alimentos que podem causar problemas. “A alface acaba sendo um dos grandes vilões. De acordo com Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está entre os produtos que lideram a contaminação com pesticidas, juntamente com o pimentão e o morango. A falta de higiene no seu preparo oferece um grande risco para a saúde, devido à presença de enterobactérias patogênicas como salmonella. Toda essa contaminação biológica pode ser evitada com medidas simples: limpar as folhas e deixá-las imersas na água limpa com água sanitária (uma colher de sopa para cada litro de água) durante 30 minutos”, afirma.

O biomédico oferece também dicas sobre as bebidas comercializadas durante as festas. “Estudos mostram que a contaminação do recipiente onde estas bebidas são colocadas para gelar pode ocorrer pela manipulação com as mãos sujas. No entanto, de modo contrário ao que muitos pensam, o risco de transmissão da leptospirose por meio das embalagens sujas de urina de rato é muito baixo. De qualquer maneira, devemos criar o hábito de lavarmos as latas com água corrente, inclusive antes de coloca-las na geladeira”. (Da redação TN)

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