Briga entre facções teria causado a morte de três irmãos na Bahia

Briga entre facções teria causado a morte de três irmãos na Bahia
23 janeiro 20:25 2018 Imprimir esta notícia

A polícia suspeita que os irmãos Reures dos Santos Matos, 29 anos, Cláudio dos Santos Matos, 31 anos, e Bruno José dos Santos Matos, 27 anos, assassinados no domingo, dia 21, integravam a facção criminosa Bonde do Maluco (BDM)/Caveira.

O delegado Edemir Antônio Luchini Júnior disse nesta terça-feira, 23, que, por conta disso, eles foram mortos por integrantes da facção rival, o Comando da Paz(CP)/Katiara. O crime foi na cidade de Ribeira do Pombal (a cerca de 290 quilômetros de Salvador).

De acordo com as investigações, dois homens em duas motos e mais cinco suspeitos em um carro Fiat Doblò teriam chegado em um bar, no povoado de Barro Vermelho, e atiraram contras as vítimas. Bruno, que conseguiu fugir do local, foi alcançado e decapitado pelos bandidos. Até a manhã desta terça, a polícia não tinha encontrado a cabeça dele.

Uma quarta pessoa também foi atingida. Alaelson Pintos Santos, 27 anos, que saía do banheiro no momento do ataque, foi atingido na virilha. Ele foi socorrido para uma unidade de saúde e passa bem, conforme Edemir.

Segundo um investigador que não quis ser identificado, a rua Miguel Calmon, onde os irmãos moravam, é de região de total influência do BDM/Caveira. O mesmo policial também informou que Bruno já havia sido preso, junto com um tio, por porte ilegal de armas no final de 2015.

“As investigações ainda estão em curso, mas já temos alguns nomes de possíveis autores do crime. Há suspeitas de que eles integravam uma facção criminosa de tráfico de drogas”, contou o delegado.

Uma das suspeitas levantadas é que o crime teria sido em represália à morte de um casal de namorados ocorrida na última quinta, 18. O homem, identificado pela polícia como “Luciano”, teria atuado na Katiara por algum tempo. A relação entre os crimes também é investigada.

Os corpos dos três irmãos foram sepultados no início da noite desta segunda, 22. Por conta do luto, o delegado ainda não pôde ouvir os familiares das vítimas. (Informações: A Tarde)

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