Campanhas eleitorais vão bombar nas plataformas digitais esse ano

Campanhas eleitorais vão bombar nas plataformas digitais esse ano
12 junho 00:24 2016 Imprimir esta notícia

Os candidatos a vereador nas eleições deste ano enfrentarão desafios por conta da nova legislação eleitoral – que impõe menos gastos – e vão apostar nas campanhas online e no famoso “corpo a corpo” para conquistar os eleitores. As plataformas digitais deverão ser as principais ferramentas dos candidatos para convencer o eleitor a lhe conceder o voto, a partir da apresentação de propostas e da interlocução direta com o público.

Com o fim da doação empresarial e a redução do prazo de campanha de 90 para 45 dias, entre outras mudanças na lei (veja mais na peça abaixo), os candidatos terão menos tempo e dinheiro para gastar na campanha, o que vai beneficiar aqueles que já têm cargos eletivos, na avaliação de especialistas (leia mais ao lado).

O especialista em marketing digital e político Gabriel Rossi ressalta que, com as mudanças, a pré-campanha ganhou mais importância, pois o político já pode declarar a intenção de ser candidato, sem pedir voto.

Com menos recursos e tempo de TV, a internet ganha papel de destaque na campanha. “A era das agências com contratos milionários acabou. Não dá mais para fazer aquela campanha pirotécnica. A internet tem sido uma importante plataforma de debate e interação. São mais de 100 milhões de brasileiros com acesso”, aponta.

Rossi ressalta que esta campanha será um teste para as demais, pois as alterações na legislação passam a valer este ano. Ele aponta, por conta da “ojeriza” à classe política, uma mudança no comportamento do eleitor, que quer conhecer mais o candidato. “Ele tem que conversar com as pessoas, seja no corpo a corpo ou pela internet”.

Mesmo com esta maior importância, a pré-campanha em Salvador tem sido “devagar”, segundo o coordenador do curso de marketing da Estácio-FIB, Alexandre Mendonça.

Nesse novo contexto, Mendonça ressalta que o marketing político de longo prazo ganha mais importância. “O candidato que já faz um trabalho de construção e consolidação da imagem de longo prazo sai na frente”. Ele diz que “há um pouco de preocupação nas agências. Antes, o período eleitoral movimentava muito dinheiro, mas o cenário mudou”. (Informações: A Tarde)

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