Vídeo: Confusão por causa de som automotivo termina com dois baleados na Praça de Eventos do Prado

20 março 10:48 2017 Imprimir esta notícia

O desentendimento aconteceu na noite deste último sábado, dia 18 de março, no lado externo de um bar, localizado próximo à Praça de Eventos, no centro do Prado, quando segundo testemunhas, policiais militares foram chamados ao local, onde havia um som automotivo em alto volume, provocando perturbação pública.

Inicialmente os militares solicitaram ao dono da sonorização, para que diminuísse o volume, mas bastou a saída dos mesmos, para o barulho fosse restabelecido. No retorno da guarnição, cerca de meia hora mais tarde, foi determinada a apreensão do veículo, momento que iniciou-se a confusão.

Durante a troca de farpas, contam os policiais, os jovens, visivelmente alterados, partiram para a agressão e como a guarnição era em número menor, havia o risco deles tomarem suas armas, quando foram efetuados disparos de contenção.

O saldo da confusão terminou com dois rapazes feridos a tiros, que foram socorridos à Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA), na própria cidade do Prado. Outros jovens que estavam no mesmo grupo acusaram os policiais de truculência.

Após receberem os primeiros atendimentos em Prado os dois jovens feridos, que não tiveram os nomes divulgados, foram transferidos para o Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF), unidade que possui mais recursos médicos, incluindo centro cirúrgico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde deles.

Na tarde deste domingo, dia 19, o comando da 88ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que tem sede em Alcobaça, mas também responde por Prado e Caravelas, divulgou uma nota acerca do caso. “Pelo que pudemos apurar até agora, a guarnição da Polícia Militar esteve no local (Praça de Eventos) para atender a diversas solicitações de perturbação do sossego, tendo em vista que um reboque (carretinha) de som estava com o volume muito alto, causando incômodo a várias pessoas. Na primeira vez que lá estiveram, o dono do som não se apresentou, apenas diminuiu o som, provavelmente com um controle remoto, e considerando que o problema tinha sido resolvido, os policiais saíram pra atender a outra ocorrência do mesmo tipo lá na área da Cabana 51”, diz.

E prossegue: “Após retornarem de lá, foram novamente acionados pela Central que recebeu denúncia de que tinham aumentado o volume novamente. Os policiais retornaram à Praça de Eventos e como desta vez nem o proprietário do som se apresentou, nem diminuiu ou desligou o volume, o guincho foi acionado. Momentos após, quando viram a chegada do guincho se posicionando para recolher o reboque com o som, vários dos presentes se comportaram de maneira hostil, conforme pode-se perceber no vídeo em anexo, inclusive, tentando impedir os policiais de fazerem a apreensão da aparelhagem de som, procedimento previsto em legislação”.

E completa a nota: “Após o descrito, os policiais tiveram que utilizar a força, até mesmo para resguardar sua integridade física, e como não surtiu efeito devido à grande quantidade de pessoas hostis à ação policial, eles se viram obrigados a utilizar os meios que tinham à disposição para resguardar sua própria integridade física, não permitindo que ocorresse como já aconteceu em outros locais, de populares tomarem as armas dos policiais e os vitimarem. Desta forma, fizeram uso da arma de fogo, tendo ainda a preocupação de evitar atingir os suspeitos em pontos vitais, mas agindo de maneira suficiente para repelir injusta agressão. Logicamente que isso tudo ainda será formalmente apurado, inclusive, sendo ouvidos os suspeitos atingidos pelos disparos, bem como outras testemunhas, produzidos outros meios de prova como perícias e laudos de lesões corporais”. (Por Ronildo Brito)

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