Coronel Osíris Cardoso inaugura centro cultural na unidade educacional do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas

Coronel Osíris Cardoso inaugura centro cultural na unidade educacional do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas
03 dezembro 09:27 2017 Imprimir esta notícia

Na presença de inúmeras autoridades da cidade, o tenente-coronel Osíris Cardoso, diretor do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, inaugurou na manhã de sexta-feira (1º/12), um Centro Cultural na Unidade Educacional da Ala Feminina da Penitenciária para atender as atuais 68 mulheres que estão recolhidas na Ala Feminina do Presídio do Conjunto Penal e o Centro Cultural servirá para os trabalhos laborativos na área educacional com a prática de oficinas culturais nas mais diversas modalidades de aprendizagens.

ctd4Dentre as autoridades presentes, compareceu o capitão Jorge Ramos de Lima Filho, Diretor Adjunto do Centro de Observação Penal da Superintendência de Gestão Prisional, da SEAP – Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, que representou o secretário de Estado da Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia, Nestor Duarte Neto. O capitão Ramos enalteceu a estrutura do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas que tem servido de exemplo para o interior do Brasil em operacionalidade e em modelo de atividades laborativas, ressaltando o grande papel que a unidade tem desempenhado em favor da educação cultural dos internos.

ctd3Conforme o pedagogo Ednaldo Rezende, presidente do Conselho Penitenciário de Teixeira de Freitas, o local ampliou as possibilidades educacionais para as internas e disse que a importância de oferecer uma educação profissional aos presos tem como objetivo de formar um cidadão para ingressar em uma sociedade justa, humana capaz de proporcionar ao sentenciado, a oportunidade de rever seus atos antissociais. Para ele, a família precisa ser educadora e ensinar ao detento a se ressocializar, porque é ela que o constitui, a pessoa a forma de ele entender o mundo e ler o mundo. E isto tudo é uma peça importante no processo de efetividade da relação do preso com a família que é o fruto da qualidade da relação entre a escola e o meio.

ctd1“Quando eu vim presa, perdi tudo. Eu pensava só em como iria recomeçar, não tinha em mente como faria isso. A maneira que eu achei foi por meio da educação, porque quando a gente começa a estudar, começa a focar em algo, as ideias vão fluindo, vão vindo projetos e tudo mais, e você vai tendo uma visão do que vai fazer quando sair daqui”, conta uma reeducando, de 31 anos, condenada a 14 anos de reclusão por tráfico de drogas, que diz ainda que aprendeu com os erros que cometeu e já faz planos para mudar a sua história, pelas mãos da educação.

Curso de Qualificação de Agentes

ctd2Após a inauguração do Centro Cultural na Unidade Educacional da Ala Feminina do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, os convidados seguiram para Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa, onde na sede da CAEMA – Companhia de Ações Especiais da Mata Atlântica, houve a cerimônia de formação da nova turma do 6º Ciclo do Curso Básico de Inteligência Penitenciária, que durou 3 meses de capacitando para cerca 100 agentes penitenciários dos estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.

Segundo o tenente-coronel Osíris Cardoso, o curso buscou intensificar a Inteligência Penitenciária Baiana, através do fortalecimento da Doutrina Nacional de Inteligência Penitenciária, proposta pelo DEPEN – Departamento Penitenciário Nacional e os formandos tiveram a oportunidade de conhecer conceitos básicos de Inteligência, Contrainteligência e Operações de Inteligência e, os participantes tiveram a oportunidade de qualificar seus conhecimentos, o que permite um assessoramento mais qualificado aos seus gestores.

O tenente-coronel Osíris Cardoso, diretor do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas lembra que o curso tem por objetivo a capacitação e a evolução funcional dos agentes penitenciários. “Todos esses projetos de qualificação permitem que haja uma progressão na carreira do agente penitenciário e nós queremos possibilitar a evolução deste servidor. O processo de evolução perpassa pela melhoria na nossa qualidade de produção, então precisamos estimular e ouvir nossos servidores porque eles vivenciam os problemas do dia-a-dia do trabalho”, ressaltou. (Por Athylla Borborema)

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