“CPI da Previdência vai mostrar quem desvia dinheiro da seguridade para outros fins”, afirma o senador Paim

“CPI da Previdência vai mostrar quem desvia dinheiro da seguridade para outros fins”, afirma o senador Paim
01 abril 10:53 2017 Imprimir esta notícia
Durante audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (31), no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a falar sobre a protocolação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Reforma da Previdência, alegando que ela serve para mostrar à população. A audiência, que ocupou todo o local com cerca de 500 pessoas e tev a presença de deputados e dos senadores paranaenses Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), marcou o início do ciclo de debates que Paim e entidades sindicais pretendem fazer pelo país para sensibilizar a população e lideranças regionais contra as reformas propostas pelo governo
“Essa CPI quer mostrar que é mentira a afirmação de rombo na Previdência. Da forma como foi proposta, essa reforma é desumana e covarde com o povo brasileiro, imputando uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Quer dizer, na prática, o trabalhador só vai se aposentar com 70 ou 80 anos e eu vou provar isso. E nós também vamos mostrar quem desvia dinheiro da Previdência para outros fins”, afirmou Paim para os deputados da ALEP.
O senador Requião fez coro ao discurso de Paim, completando que na bancada do seu partido no Congresso, mesma sigla do presidente Michel Temer, “há praticamente uma unanimidade” contra a reforma previdenciária.”No Congresso Nacional não passa essa reforma. Na bancada do PMDB, que teoricamente seria de apoio ao governo, há praticamente uma unanimidade contra a proposta de deformação da Previdência Social. O governo vai ter que recuar. Não tem mais como sustentar esta bobagem que prejudica o trabalhador brasileiro. Não é hora de fazer reforma, é hora de estimular criação de trabalho e investimentos públicos. Esta é uma tentativa de entrega do volume de dinheiro da Previdência para os bancos”, afirmou. Para o senador, a baixa popularidade de Temer, apresentada em pesquisas recentes, mostra que o governo não ouve as ruas. “Isso é reflexo das suas ações, que contrariam os interesse do país e da população”, completou.
Para as entidades sindicais presentes, o evento mostrou que a população entendeu os malefícios da Reforma da Previdência. “A tentativa de desmonte dos direitos trabalhistas está escancarada, é só vermos todas as medidas que o governo vem tomando nos últimos anos. Essas reformas propostas visam implantar o estado mínimo e acabar com o estado de bem-estar social que temos hoje, colocando o trabalhador para pagar toda a conta dessa crise. Como sempre, colocam a população para pagar por um erro que não é seu e não iremos permitir esse tipo de postura. As manifestações e eventos iguais a este irão continuar por todo o Brasil”, disse Moacyr Roberto Tesch Auersvald, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH) e dirigente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
“Esse audiência consolidou nossas ideias de combater as propostas de reforma apresentadas no Congresso Nacional, com centenas de pessoas participando, entre a população, lideranças políticas e sindicais. Essa é uma grande preparação para a greve geral que iremos realizar no dia 28 de abril”, finalizou Denilson Pestana da Costa, presidente da NSCT no Paraná.
Após percorrer todo o estado de Santa Catarina anteriormente, a próxima etapa das lideranças políticas e sindicais é visitar cidades do Paraná para falar sobre as reformas propostas e seguir para outros estados. (Da redação TN)
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