Disputa pelo comando: Presos acusados de assassinar um e ferir três são ouvidos pela Polícia Civil

Disputa pelo comando: Presos acusados de assassinar um e ferir três são ouvidos pela Polícia Civil
20 novembro 12:26 2015 Imprimir esta notícia

Ainda na noite desta quinta-feira, dia 19 de novembro, após entendimento da direção do Conjunto Penal e o delegado Marcus Vinícius, coordenador da 8ª Coorpin, sete detentos apontados como os autores de uma confusão que culminou com a morte de um preso e três internos da unidade prisional feridos, foram ouvidos pela Polícia Civil. Além das medidas disciplinares que normalmente são impostas para os envolvidos nesse tipo de confusão, se ficar comprovado o envolvimento dos mesmos no assassinado do colega de cela deles, todos devem ser responsabilizados criminalmente, implicando no aumento do tempo da pena e a perda de benefícios, que supostamente eles tenham adquirido.

Além do detento Sandro Marcos de Souza, assassinado com um golpe de arma artesanal na região do pescoço, ficaram feridos Jeones Santos de Jesus, Charles de Campos e Jonatã Kerli Souza dos Santos, esses que receberam atendimento no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF) e não correm o risco de morrer. Outros dois internos sofreram ferimentos leves e foram atendidos na própria enfermaria do Conjunto Penal.

Os acusados do homicídio consumado e os três tentados, ouvidos na noite desta quinta-feira, dia 19, na sede da 8ª Coorpin de Teixeira de Freitas, foram Pedro Ivo Fernandes dos Santos, Leonildo Lima do Carmo, Rodrigo da Silva Anacleto, João Marcos Cancela dos Santos, Andre Alves dos Santos, João Mário Santos Oliveira e Aurenilson de Jesus. Durante as oitivas alguns negaram envolvimento no ataque aos rivais, mas todos foram unânimes em dizer que o motivo da briga fora mesmo pelo controle desse setor da prisão (Pátio B), que sempre foi o mais complicado do ponto de visto disciplinar.

Após serem ouvidos pela Polícia Civil, que abriu inquérito policial para apurar o caso, os brigões acabaram mandados de volta para o Conjunto Penal. Não é descartada a possibilidade que alguns deles sejam transferidos para outras alas da prisão. (Por Ronildo Brito e Tyago Ramos)

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