Em reunião, vereadores de Mucuri fazem cobranças à Embasa; empresa tem 15 dias para dar respostas

Em reunião, vereadores de Mucuri fazem cobranças à Embasa; empresa tem 15 dias para dar respostas
08 junho 19:08 2017 Imprimir esta notícia

A Empresa Baiana de Saneamento e Água (Embasa) terá que apresentar respostas para diversos questionamentos feitos pela Câmara de Mucuri. Quatro representantes da empresa que fornece o serviço de água e esgotamento sanitário no município participaram de uma reunião com os vereadores na manhã desta quinta-feira (8). O prefeito Carlos Simões também se fez presente.

Os vereadores convidaram a Embasa para discutir temas polêmicos. O primeiro deles se refere à Lei Municipal 700/15, que proíbe a taxa de esgoto no município. A Embasa não cumpre esta Lei. Segundo o advogado da Embasa, Jefferson Messias, a empresa considera Leis Municipais inconstitucionais, e que tal Lei só poderia partir do Executivo Estadual ou Federal. A Embasa terá que apresentar manifesto escrito sobre a legação da inconstitucionalidade.

Os vereadores reclamaram que muitos cidadãos têm reclamado sobre a redução do volume de água que chega à sua residência. A gerente comercial, Jandaia Martins, esclareceu que a política adotada pela Embasa se refere às tabelas de consumo a nível baiano, salientando que a crise hídrica e conscientização da população são os maiores responsáveis pela redução do volume. A empresa também terá que apresentar por escrito as justificativas para tal questão.

Os parlamentares interrogaram a respeito das obras do sistema de esgotamento sanitário de Itabatã, que foram iniciadas e hoje estão paradas. O gerente de esgoto, Robson de Jesus Silva, afirmou que há entraves jurídicos da obra em decorrência da necessidade de desapropriações para que seja realizada a tubulação da rede. A Embasa terá que apresentar um diagnóstico por escrito.

Outro ponto apresentado pelos vereadores foi a falta de segurança da ETE, situada no bairro Beira Rio, na Sede de Mucuri. Os moradores do bairro reclamam do forte odor. A Embasa se comprometeu em refazer a cerca de arame em torno. Para combater o forte odor, a Câmara se comprometeu a conseguir mudas de árvores apropriadas para amenizar o mau cheiro.

Os vereadores requereram também o quantitativo das residências que usufruem do sistema de esgotamento sanitário na Sede de Mucuri.

A Embasa tem até quinze dias, seguindo o prazo regimental, para apresentar respostas, por escrito, de todas as questões levantadas pelos vereadores. (Com informações de Flávio Poubel)

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