Empresários da indústria automotiva discutem novos investimentos na Bahia

Empresários da indústria automotiva discutem novos investimentos na Bahia
10 junho 20:52 2017 Imprimir esta notícia

Criar novas oportunidades de negócios e desenvolver ainda mais a economia do estado, essa é a ideia da primeira edição da Rodada de Negócios da Indústria Automobilística da Bahia. O encontro, realizado nesta sexta-feira (9), reuniu empresários do setor, prestadores de serviços e bancos de desenvolvimento, no Senai-Cimatec, em Salvador. Juntos, em um espaço para trocar experiências e gerar novas parcerias, eles debateram temas como plano de atração de investimentos, oportunidades da cadeia automotiva, linhas de créditos, entre outros assuntos.

Tendo a Ford como empresa âncora do evento, estiveram reunidos fornecedores e empresas que têm potencial para produzir na Bahia. No Complexo Industrial Ford Nordeste, localizado em Camaçari, dos veículos que saem da montadora baiana, 76% do conteúdo é genuinamente baiano. Com a rodada de negócios, esse número pode crescer, com a atração de novos fornecedores para a Bahia.

Para o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, o Governo do Estado tem criado condições para que novas empresas e produções se instalem em solo baiano. ” O Governo tem estimulado novos negócios a partir dos investimentos intensivos que tem feito em infraestrutura, como a modernização da estrutura portuária em Aratu, Salvador e a implantação do Porto-Sul, trabalhando na licitação da Fiol, além de estarmos trabalhando no setor de energia e de abastecimento de água. Isso porque acreditamos que a infraestrutura é condição prévia para a atrair investimentos”, ressaltou o secretário.

De acordo com o gerente de assuntos governamentais da Ford Brasil, a ideia da rodada de negócios é gerar mais investimentos. “Nosso interesse é investir no estado. Já fizemos outras rodadas de negócios para trazer mais investimentos para a Bahia, na tentativa de aumentar a produção, de trazer conteúdos, e vamos continuar fazendo esse esforço nos próximos anos. São peças e componentes que hoje são fabricados fora do estado e que a produção deles em solo baiano contribui na geração de emprego e de renda. Porque produzir aqui é também uma oportunidade de reduzirmos custos, de tornar o produto baiano mais competitivo, tanto em mercados nacionais quanto internacionais”, explicou o gerente.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, é preciso diversificar as alternativas de investimento. “Temos que criar condições para que a cadeia se verticalize e criar condições para novas atrações, em termos de novas montadoras, com suporte e capacitação de pessoal, mas também tecnológico, que é a grande chave para o setor automobilístico. Queremos mostrar aqui que estamos aptos, trabalhando de maneira integrada, para ter um diferencial na atração de investimentos”, falou o presidente da Fieb. (Da redação TN)

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