Eunápolis: Absolvidos os acusados de encomendar a morte do radialista Ronaldo Santana

Eunápolis: Absolvidos os acusados de encomendar a morte do radialista Ronaldo Santana
Paulo Dapé é abraçado pela família / Foto: Tássio Loureiro / AtlanticaNews
16 maio 21:11 2018 Imprimir esta notícia

Após dois dias e meio de oitivas com testemunhas e os acusados, além de intensos debates entre acusação e defesa, na tarde desta quarta-feira, dia 16 de maio, o juiz Otaviano Sobrinho, da Vara Criminal de Eunápolis, leu o resultando do julgamento popular dos acusados de encomendar a morte do radialista Ronaldo Santana, crime ocorrido em 9 de outubro de 1997, quando ele seguia para a Rádio Jornal, onde trabalhava.

Paulo Ernesto Ribeiro da Silva ‘Paulo Dapé”, Valdemir Batista de Oliveira ‘Vereador Dudu, Maria José Ferreira Souza ‘Maria Sindoiá’ e o advogado Antônio Oliveira Santos ‘Toninho da Caixa’, foram absolvidos. Paulo Dapé era prefeito de Eunápolis na época do crime e por ser duramente criticado à época por Santana em seu programa de rádio, acabou sendo acusado como mandante. Os demais figuraram no processo como intermediadores da execução.

O autor do crime, Paulo Sérgio Mendes Lima, ex-policial militar, foi preso e no ano de 2002, após ser julgado, acabou condenado a uma pena de 19 anos de prisão. Informações dão conta que ele já cumpriu e condenação e hoje encontra-se em liberdade. Foi ele quem apontou os supostos mandantes do crime.

Ronaldo Santana foi assassinado com quatro tiros na presença de seu filho na época menor de idade, quando seguia para o seu programa de rádio matinal. O crime aconteceu no centro de Eunápolis e o radialista após ser baleado, ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital.

Paulo Dapé

Ao final da leitura da sentença de absolvição o ex-prefeito Paulo Dapé comemorou com os seus advogados e familiares, apesar de ter afirmado que foi um sofrimento ser julgado por um crime que ele não cometera. Os jurados aceitaram as alegações da defesa dos acusados, que dentre outras coisas alegou falta de materialidade das acusações. O Ministério Público Estadual (MPE) ainda não informou se pretende recorrer. (Da redação TN)

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