Fibria investe R$ 28,5 milhões na modernização do Terminal Marítimo de Caravelas

Fibria investe R$ 28,5 milhões na modernização do Terminal Marítimo de Caravelas
08 novembro 10:39 2017 Imprimir esta notícia

A empresa Fibria Celulose S/A., celebrou na manhã desta terça-feira (07/11), o início das novas operações tecnológicas no transporte de madeira de eucalipto pelos seus navios barcaças no percurso que compreende o Terminal Marítimo de Caravelas até o PORTOCEL – Terminal Especializado de Barra do Riacho, no município de Aracruz, no Espírito Santo. Máquinas enormes e modernas chegaram aos portos para operacionalizar o transporte da madeira de eucalipto do extremo sul da Bahia para Fábrica da Fibria, em Aracruz. A Fibria aplicou na modernização dos portos a quantia de R$ 54 milhões, e somente a quantia de R$ 28,54 milhões foram investidos no Terminal Marítimo de Caravelas, que fica situado entre o distrito de Ponta de Areia e o Balneário de Barra de Caravelas.

O Terminal Marítimo de Caravelas foi implantado em março de 2003. A Fibria objetivando retirar as carretas com carregamentos de eucalipto das rodovias, passou a embarcar sua madeira no terminal e fazendo o transporte de toda sua base florestal via mar até a sua Unidade Industrial de Celulose, em Aracruz. Cada Navio-Barcaça tem a capacidade para transportar 100 carretas de eucalipto. Os ganhos do novo projeto em 2017 estão no aprimoramento da segurança das operações, garantia de mais conforto ergonômico aos profissionais durante a execução das atividades e redução de 42% no tempo de carregamento/descarregamento dos navios barcaças. Dos 28 milhões investidos no terminal de Caravelas, R$ 11,56 milhões foram em equipamentos e R$ 16,98 milhões em obras civis no terminal.

fid2Conforme Diomar Biasutti, coordenador de gestão ambiental da Fibria, o projeto de modernização do Terminal Marítimo de Caravelas otimizará o transporte de madeira pelo mar, ampliando sua eficiência. Onde o processo de modernização está trazendo máquinas de maiores tecnologias, melhor comodidade e segurança para os operadores e, sobretudo, reduzindo tempos de embarques e descargas, melhorando as operações e ganhos ambientais e, além disso, o terminal continua gerando 415 empregos diretos. Com a modernização do terminal, a região passa a ter uma série de ganhos ambientais, reduzindo missões de gás, reduzindo consumo de pneus e riscos de eventuais acidentes na unidade marítima. A rota passa a contar com máquinas de origens finlandesas e outros equipamentos com tecnologias de institutos hidráulicos da Dinamarca.

Segundo Diomar Biasutti, a nova tecnologia ainda oferece mais proteção ao serviço da pesca, aos corais e aos arquipélagos marítimos, destacando ainda, que depois da finalização em março de 2017 da dragagem do acesso ao Canal do Tomba, que faz a ligação entre o Terminal Marítimo de Barcaças da empresa e o mar aberto, que restabeleceu a profundidade, reduzindo restrições de navegação e garantindo a segurança das embarcações que circulam pelo local, numa atividade que consistiu na retirada de sedimentos depositados no fundo do canal, por meio da utilização de uma embarcação específica para esse tipo de serviço e que implantou um novo traçado de navegação, que aproveitou a curvatura natural da desembocadura do Rio Caravelas, as dragagens do terminal não atingirão mais nenhuma costa da região com possíveis impactos ambientais como se tem provado com os recentes estudos.

fidDe acordo com Lucas Bozolan Mendes, administrador de transportes da Fibria, o processo de modernização do Terminal Marítimo de Caravelas foi importante para a produtividade da empresa, para melhorar a segurança das comunidades ribeirinhas e costeiras e vai gerar menos impacto ambiental e evitar eventuais acidentes. No terminal foi realizado a adequação da plataforma do terminal que gerou 75 novos empregos a mais, que hoje passou a permitir a operação de carregamento por meio de dois guindastes, equipamentos de alta tecnologia que substituiu a operação das máquinas carregadeiras. E, além dos ganhos operacionais, o novo projeto contribuirá com os aspectos de segurança e do meio ambiente.

Para Narcisio Luiz Loss, consultor de sustentabilidade da Fibria, a empresa desenvolve várias atividades que têm como foco as áreas ambientais e as comunidades pesqueiras na região de Caravelas. Os exemplos são: a construção da sede para as associações de pescadores, fábrica de gelo para conservação de pescados, cessão de kits de equipamentos de proteção individual para marisqueiras e a reforma do píer do distrito de Pronta de Areia. E o PDRT – Programa de Desenvolvimento Rural Territorial da Fibria que contempla atualmente 32 associações e uma cooperativa, beneficiando 1071 famílias baianas, programa que busca resgatar a agricultura convencional com focos dentro dos princípios da agroecologia, gestão, produção e comercialização, além de 45 famílias de apicultores que participam do Programa Colmeias que busca contribuir para o fortalecimento da atividade apícola nas comunidades.

fid3Segundo Narcisio Luiz Loss, a Fibria não dispensa a importância do olhar de relacionamento e principalmente, de conversar com as comunidades rurais e urbanas, para construir junto com as pessoas os novos passos, sempre objetivando a sustentabilidade, seja com as comunidades tradicionais pesqueiras ou com as comunidades extrativistas e entidades representativas, para que possa cumprir toda sua responsabilidade social na conformidade da demanda de cada população nativa.

Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria mantém 68 mil hectares de plantios florestais e 43,4 mil hectares de áreas de conservação no extremo sul da Bahia. A empresa está presente nos municípios de Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda. No distrito de Helvécia, a mais tradicional comunidade quilombola da Bahia, situada no município de Nova Viçosa, a empresa tem um viveiro com capacidade para produzir 30 milhões de mudas de eucalipto por ano, que gera 200 empregos diretos. (Por Athylla Borborema / Fotos de Lênio Cidreira)

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