Fundação Mamãe África de Caravelas apresenta a cultura do “Maculelê”

Fundação Mamãe África de Caravelas apresenta a cultura do “Maculelê”
09 novembro 10:19 2017 Imprimir esta notícia

Para celebrar o mês da consciência negra em tributo ao 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, data escolhida por marcar o dia da morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores símbolos de resistência e luta contra a escravidão, a Fundação Mamãe África de Caravelas, principal entidade que defende as políticas das comunidades tradicionais no extremo sul da Bahia, participa de um ciclo de atividades culturais, com exposições, palestras, atividades folclóricas em quilombos da região.

Nesta nota – A Fundação Mamãe de Caravelas apresenta o “Maculelê”, uma arte marcial armada de escravizados malês. Conta à lenda de um jovem guerreiro que sozinho defendeu sua tribo de um grupo rival usando apenas dois pedaços de pau. Na dança, com dois bastões, os participantes desferem e aparam golpes no ritmo da música. Outros grupos pelo país utilizam facões no lugar dos bastões, o que proporciona um bonito efeito visual pelas faíscas que saem após cada golpe.

Maculelê é uma manifestação cultural oriunda da cidade de Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano. É um tipo de dança folclórica brasileira de origem afro-brasileira e indígena. Em um grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com, facões em lugar de bastões, o que causa um bonito efeito visual pelas faíscas que saem a cada golpe. Esta dança é muito associada a outras manifestações culturais brasileiras, como a capoeira e o frevo que tem usado o Maculelê em suas rodas de apresentações.

macudRegida pelo Ministério Público do Estado da Bahia, a Fundação Mamãe África de Caravelas é a principal entidade regional que representa as políticas sociais em favor das comunidades tradicionais remanescentes de quilombolas. Ela é uma instituição que não administra recursos públicos e vive exclusivamente das doações dos seus próprios sócios e dos direitos autorais das obras de artistas que são membros da entidade, para atuar nas ações voluntárias de consolidação dos programas que buscam assegurar os direitos e garantias dos negros na Bahia. (Da redação TN).

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