Greve da PM no ES: Justiça ordena transferência de familiares para presídios comuns

Greve da PM no ES: Justiça ordena transferência de familiares para presídios comuns
27 março 11:24 2017 Imprimir esta notícia

A Justiça determinou que quatro presos investigados por envolvimento na paralisação da Polícia Militar no início do mês passado sejam transferidos do Quartel da PM para presídios comuns.

Cláudia Bispo, mãe do soldado Bispo, Ângela Souza, esposa do PM Wellington, e Izabella Andrade, mulher do ex-soldado da PM Walter Matias Lopes, serão levadas para o Centro de Detenção Provisória Feminino de Viana. A decisão também é válida para Matias, que será encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média I, também em Viana, local destinado a ex-servidores públicos. Eles ficarão separados dos presos comuns.

Segundo o advogado de Cláudia e Ângela, Alexandre Cruz Hegner, as três mulheres tiveram crise nervosa após saberem da transferência, na noite de sexta-feira (24), e foram encaminhadas para o Hospital da Polícia Militar, em Vitória, onde estão internadas.

“Elas ficaram muito abaladas, com medo. A tentativa de transferência foi feita durante a noite de sexta-feira, o que não é o habitual. O normal é que elas fossem transferidas durante o dia e não dessa forma”, diz o advogado.

Cláudia, Ângela e Matias foram presos durante operação batizada de “Protocolo Fantasma”, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Força Nacional. Izabela foi presa na quinta-feira, em desdobramento da operação.

Segundo nota do MPES, “o Gaeco investiga os integrantes de uma organização criminosa que, sob pretexto de reivindicar aumento salarial e outros benefícios aos policiais militares, valem-se de atentados contra serviços de utilidade pública, apologia a fatos criminosos, motim/revolta, ameaças a autoridades, dentre outros crimes. Diante dos elementos probatórios colhidos, as medidas cautelares acima descritas se mostraram indispensáveis”.

Inicialmente, os investigados foram levados para o Quartel porque a ida para presídios comuns representaria um risco para a vida deles, em razão do vínculo que mantêm com policiais militares da ativa.

Porém, segundo decisão da juíza da 4ª Vara Criminal de Vitória, Gisele Souza de Oliveira, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) confirmou a existência de vagas para os quatro no sistema prisional, em alas separadas dos presos comuns.

A Sejus informou que os investigados ainda não deram entrada no presídio. O advogado Alexandre Cruz disse que vai esperar o resultado de uma avaliação médica e psicológica para decidir se vai recorrer da transferência de Cláudia e Ângela. (Informações: A Gazeta)

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