Incêndio atinge Parque Nacional do Monte Pascoal há 2 meses

Incêndio atinge Parque Nacional do Monte Pascoal há 2 meses
01 janeiro 11:41 2016 Imprimir esta notícia
Focos de incêndio estão se espalhando pelo Parque Nacional do Monte Pascoal, unidade de conservação criada em 1961 no município de Porto Seguro. O problema começou há dois meses e, com a falta de chuva na região, brigadistas encontram dificuldades para controlar o fogo, que já destruiu espécies raras da Mata Atlântica.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que os incêndios no parque são criminosos. Segundo o órgão, o fogo teria começado depois de uma fiscalização feita no local para acabar com a extração ilegal de madeira. O Instituto disse que já pediu apoio da Polícia Federal para investigar o caso.

A preocupação é que o fogo chegue até o Monte Pascoal, patrimônio da Unesco que faz parte da história do Brasil e que fica dentro do parque. O Monte Pascoal foi a primeira porção de terra nacional avistada pelos navegadores portugueses.

Ao todo, 14 brigadistas do parque estão acampados na mata desde o início do mês de outubro. Eles recebem apoio de cerca de 100 voluntários, a maioria índios que moram na região. O parque tem 22.500 hectares, sendo oito deles formados por terras indígenas onde moram cinco aldeias Pataxó que também foram atingidas pelo fogo.

“Convivemos aqui na região desse há muitos anos. Nossa família, os nossos parentes, o nosso povo. E hoje estamos com a turma no sentido de tentar preservar o que ainda resta nesse parque”, destacou o voluntário Edir Pataxó.

Na região do parque não chove há quase seis meses e, como a vegetação está seca, o fogo se espalha rapidamente. O auxiliar de serviços gerais do parque Etevaldo Ribeiro, que trabalha no parque há quase 20 anos, conta que nunca viu situação parecida. “Há uns dez focos de incêndio aqui, mas esse foi o pior que já aconteceu nesses tempos”, destacou.

“Todo dia a gente espera que caia chuva, porque com certeza se a chuva cair incêndio não vai ter. A gente espera que Jesus mande água para acabar com essa situação”, afirmou o brigadista Jecemilton Oliveira. (Informações: G1)

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