Jovem de Itamaraju é investigado por supostamente integrar o Estado Islâmico

Jovem de Itamaraju é investigado por supostamente integrar o Estado Islâmico
Polícia diz que radicais pretendiam atacar no carnaval de Salvador; membro da família Pinafo é investigado
20 maio 11:15 2018 Imprimir esta notícia

O carnaval da capital baiana esteva na rota de brasileiros que integravam o Estado Islâmico (EI) no país. Reportagem divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta última quinta-feira (17) mostra que 11 brasileiros são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) por planejarem um atentado terrorista no país.

Na Bahia, as investigações estão no encalço de Matheus Pinaffo, de Itamaraju e um jovem de 22 anos de iniciais A. A. S. de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, esse que teria distúrbios psicológicos. A família Pinaffo é muito conhecida em Itamaraju, tendo um de seus membros exercendo o mandato de vereador do município. Eles ainda não comentaram as acusações que estão sendo feitas ao familiar.

Procurado pela imprensa, Matheus Pinaffo, não respondeu aos pedidos de informação até a publicação da reportagem de O Estado de S. Paulo. Após repercussão da ação da PF, Matheus alterou seu nome no perfil das redes sociais para Matheus Santos. No entanto, é possível ver em suas publicações que desde 2016 Matheus é seguidor do islamismo. Em uma de suas publicações aparece um vídeo da Jihad onde é exaltado a luta e Allah.

A denúncia do MPF é resultado da Operação Átila, da Polícia Federal. Dos sete detidos desde outubro do ano passado, dois continuam presos.  De acordo com o Jornal Correio da Bahia, há evidências de que eles realmente tinham intenção de levar o plano adiante com instruções para a fabricação de explosivos encontradas no celular de Welington Moreira de Carvalho, de 48 anos, que está preso.

Um diálogo entre os réus Jonatan da Silva Barbosa e Brian Alvarado, um peruano que não está entre os acusados, mostra os detalhes do plano de ataque no carnaval. Na conversa encontrada em um celular, Brian sugere uma ação no Rio inspirada no ataque à Ponte de Londres, em 2017, quando três terroristas do EI atropelaram e esfaquearam pedestres na capital britânica, matando 8 pessoas e ferindo 48. Jonatan, por sua vez, defende que o ataque aconteça em Salvador: “teria mais pessoas”.

A denúncia do MPF contra o grupo foi aceita pela Justiça Federal de Goiás no final do mês de abril. As investigações mostraram que havia dois grupos de WhatsApp, denominados “Estado do Califado no Brasil” e “Revolucionários Islâmicos”. Em cada um deles, segundo o MPF, havia mais de quatro denunciados que mantinham contato entre si. (Por Ronildo Brito)

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