Jucuruçu: Fazenda Pedra Redonda é desocupada pela 3ª vez e proprietários desmentem boato de terem sofrido suborno do MST

Jucuruçu: Fazenda Pedra Redonda é desocupada pela 3ª vez e proprietários desmentem boato de terem sofrido suborno do MST
29 janeiro 09:45 2016 Imprimir esta notícia

Por determinação do juiz Rafael Siqueira Montoro, titular da única Vara Cível da Comarca de Itamaraju/Jucuruçu, a Polícia Militar deu cumprimento na última quinta-feira (21/01), a reintegração de posse da Fazenda Pedra Redonda, a 7 quilômetros da cidade de Jucuruçu, na estrada sentido ao distrito de Monte Azul. Essa é a terceira vez que um mandado de reintegração de posse é cumprido na propriedade.

A fazenda de propriedade dos irmãos Santana foi ocupada pelos trabalhadores do MST – Movimento dos Sem Terra pela primeira vez em 15 de julho de 2015. O cumprimento de reintegração de posse foi cumprido sob o comando do oficial de justiça Dilton Ramos Borges “Toton” e pelo capitão Sidney Oliveira, da 43ª Companhia Independente da Polícia Militar de Itamaraju.

cumprid2Ao contrário das outras duas medidas de desocupação da fazenda, desta vez a reintegração de posse ocorreu de forma pacifica. Embora a desocupação ocorreu após um acordo entre os proprietários da Fazenda, representantes do INCRA e o comando da Casa Militar da Governadoria do Estado da Bahia, em que os líderes do MST Paulo César e Ivanildo Costa se comprometeram em não retornarem a área após o cumprimento da terceira reintegração, ocorrida na quinta-feira do último dia 21 de janeiro.

Ao serem indagados pela reportagem do Teixeira News se sofreram subornos de integrantes do MST para que ocorresse o acordo, conforme se cogitou -, os proprietários da Fazenda Pedra Redonda, Ivan Santana e Isaias José de Santana informaram que o diálogo vinha ocorrendo com o MST desde o primeiro momento da ocupação e que nunca houve nenhuma proposta deste nível feita a eles por parte de quem quer que seja, principalmente dos integrantes do MST ou por parte dos seus líderes.

cumpridOs donos da fazenda enfatizaram ainda, que o acordo aconteceu depois de 6 meses ininterruptos de diálogo com os líderes do MST com ajuda das autoridades do Estado. Que mesmo diante da ocupação da fazenda e o prejuízo causado com o encerramento de inúmeras atividades na propriedade, sempre mantiveram a calma e a interlocução permanente com o Movimento dos Sem Terra. E que a história de suborno financeiro nunca passou de uma injúria infeliz aos seus líderes ou a quem desejassem atingir. (Por Athylla Borborema / Fotos: Cocobongo)

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