Justiça: Policial civil é afastado de suas funções após prisão de idosa em Guaratinga

Justiça: Policial civil é afastado de suas funções após prisão de idosa em Guaratinga
05 abril 12:01 2016 Imprimir esta notícia

Uma mulher de 60 anos foi presa na cidade de Guaratinga, após um investigador da Polícia Civil suspeitar que o filho dela roubou um celular. A mulher ficou presa por oito dias. Ela saiu da prisão após um advogado ter acesso ao caso e solicitar a soltura à Justiça. Depois, uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público (MP-BA) , e nesta segunda-feira (4), o juiz de Guaratinga decidiu que o policial seja liminarmente afastado do cargo. A prisão ocorreu no mês de janeiro deste ano e a ação do MP foi ajuizada no dia 31 de março.

De acordo com a Polícia Civil, a Corregedoria ainda não foi informada do pedido de afastamento do policial.

Segundo o advogado da idosa presa, Agmar Dias, o policial também teria exigido que mulher falasse onde o filho dela estava. O defensor relatou ainda que o policial entrou na casa da mulher, que é trabalhadora rural, e viu o celular. Ao questionar a idosa sobre a origem do aparelho, ela disse não saber que o celular estava na casa dela, nem de quem seria. Após a situação, a mulher foi levada para a delegacia.

Segundo o advogado, a idosa não possui passagem pela polícia, nem nunca respondeu a qualquer ação na Justiça. “Tomei conhecimento do fato através de um amigo. Fiquei sabendo que uma mulher tinha sido presa porque um dos filhos dela era suspeito de ter roubado um aparelho celular. O policial entrou na casa para saber do filho, que não estava. Não satisfeito, ele [o policial] prendeu a mulher. Ela estava em uma cela insalubre, passou mal e foi proibida de ter qualquer contato verbal com a família. Não havia, se quer, a certeza que o filho dela tinha cometido o crime. Ele também é trabalhador rural na panha [colheita] de café de Guaratinga. Depois que saiu da cadeia ela continuou se sentindo ameaçada e saiu do município”, explicou Agmar Dias.

O juiz que determinou que a idosa fosse libertada da cadeia ainda pediu que o policial perca a função pública, que sejam suspensos os direitos políticos, e que ele pague uma multa civil de R$ 10 mil, além de ser proibido de ser contratado pelo Poder Público. O pedido de a fastamento feito pelo juiz é por tempo indeterminado, para que seja feita a apuração da prática de atos criminosos e de improbidade administrativa. (Informações: G1 BA)

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