Justiça volta a decretar prisão do ex-vereador Robinho Caíres após ter sido delatado por traficantes em Itanhém

Justiça volta a decretar prisão do ex-vereador Robinho Caíres após ter sido delatado por traficantes em Itanhém
02 agosto 14:53 2016 Imprimir esta notícia

Policiais civis da 8ª Coordenadoria Regional da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, sob o comando do delegado Jorge Nascimento, titular da Polícia Civil de Itanhém, cumpriram na própria cidade de Itanhém, no final da manhã desta última segunda-feira (1º/08), um mandado de prisão da justiça, expedido novamente em desfavor do empresário, ex-vereador Robinho Caíres.

O empresário do ramo de postos de combustíveis, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Itanhém, Roberth Ribeiro Caíres, popularmente conhecido por “Robinho Caíres”, é acusado de ameaças a testemunhas em um caso que é acusado de ter sido o mandante de um crime de atentado de morte e também por ter sido delatado por 4 traficantes presos recentemente na cidade.

Entenda o motivo da sua nova prisão

O ex-presidente da Câmara Municipal de Itanhém, Roberth Caíres Ribeiro, o “Robinho Caíres”, 48 anos, foi inicialmente preso no final da tarde de quinta-feira do último dia 12 de maio de 2016, por força de um mandado de prisão preventiva decretado pelo juiz titular da comarca do município, Francisco Moleda de Godoi. A representação da prisão foi do titular da Polícia Civil no município de Itanhém, delegado Jorge Nascimento.

O pedido da prisão se deu depois que a Polícia Civil descobriu evidências que o ex-presidente da Câmara, Roberth Caíres Ribeiro estava ameaçando de morte na época, um rapaz que 30 dias antes havia sofrido um atentado a tiros no interior do município, na fazenda onde reside a 40 quilômetros de Itanhém, quando conseguiu desvencilhar dos disparos e fugiu ileso.

No dia seguinte, no dia 21 de abril de 2016, os mesmos dois homens voltaram a fazenda e invadiram uma residência e dispararam 9 tiros contra a senhora Adelina de Oliveira Costa, 54 anos, que se encontrava a beira de um fogão esquentando uma comida, dos quais 7 tiros lhe acertaram na parte superior do corpo. A vítima foi a tia do rapaz que os atiradores acharam que era a mãe dele. E após uma intervenção cirúrgica a mulher conseguiu sobreviver. O ex-vereador é acusado de ter sido o mandante do crime e foi também acusado de continuar ameaçando a vítima em ir consumar a sua execução.

O ex-vereador teria encomendado o crime porque havia julgado que o rapaz teria sido a pessoa responsável por mandar a sua irmã a ir embora para fora do Brasil. Esta moça teria um caso amoroso com o ex-vereador e a família dela não aceitava o namoro com o ex-parlamentar e a moça que era funcionária do Posto de Combustível do ex-vereador também estaria querendo se livrar do relacionamento e não conseguia e, então optou em sair do País.

O ex-vereador teria deduzido que o rapaz havia patrocinado a viagem da irmã e então encomendou a sua morte. Mas durante a ação, o pistoleiro errou os tiros e no dia seguinte retornaram a fazenda e alvejaram com 7 tiros a tia do rapaz, porque acharam que era a mãe dele, que depois de socorrida resistiu o atentado e conseguiu escapar com vida. Como não havia achado o rapaz no dia seguinte, a intenção dos pistoleiros era matar a sua mãe como vingança e terminaram alvejado a tia.

Conforme a Polícia Civil, ele estaria na ocasião ameaçando o irmão da ex-namorada, inclusive com intimidações de textos pelo celular em que ameaçava o rapaz para providenciar com brevidade a volta da irmã ou definitivamente perderia a vida. E a Polícia Civil teria conseguido subsídios suficientes das ameaças e ainda teria conseguido provar que ele teria sido o mandante do homicídio tentado.

Ocasião que o delegado acabou pedindo a prisão do ex-vereador e a justiça acabou decretando a sua prisão preventiva. Mas na época Robinho Caíres conseguiu 10 dias depois, a revogação da sua prisão, se baseando na falta de materialidade na autoria da culpa e da falta de formulação oficial no prazo previsto da denuncia ao juízo por parte do Ministério Público Estadual.

Diante do mesmo fato, nesta segunda-feira (02/08), a Polícia Civil prendeu Robinho Caíres novamente porque o juiz Francisco Moleda de Godoi havia decretado a sua prisão preventiva novamente, ao atender uma nova representação do delegado Jorge Nascimento. Após a sua prisão em sua casa na cidade de Itanhém, Robinho Caíres foi submetido a exames de corpo delito e conduzido direto para o presídio do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. A polícia judiciária teria conseguido provar que o ex-parlamentar continua ameaçando as vítimas e tentando obstruir o andamento do inquérito com ameaças as testemunhas.

No entanto, houve outro agravante que reforçou o seu novo pedido de prisão à justiça. Segundo o delegado Jorge Nascimento, na quinta-feira do último dia 28 de julho, policiais militares da equipe do major Robson Calmon prenderam em Itanhém, quatro traficantes de Eunápolis que instalaram na cidade uma guerra pelo tráfico de drogas na concorrência com os traficantes de Teixeira de Freitas. Os presos seriam integrantes da Facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).

Com a prisão dos traficantes José Messias Benfica Afonso Júnior, o “Juninho”, 22 anos, Kaio Sampaio Pinto, o “Babão”, 19 anos, Vinicius Santos Ribeiro, 18 anos, e Ângela Santos Ribeiro, 21 anos, em posse de 75 gramas de maconha, 110 gramas de cocaína, uma balança de precisão e dois revólveres -, eles acabaram delatando o ex-vereador Robinho Caíres para a Polícia Civil e terminaram municiando a justiça de outros subsídios que reforçaram o motivo da decretação da prisão do ex-vereador, tanto por ter havido a necessidade jurídica, quanto para proteger a própria vida do ex-parlamentar. O conteúdo da ligação ou desavença do ex-vereador com os tais traficantes ainda corre sob sigilo na esfera policial e judicial. (Por Athylla Borborema).

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