Morte de enfermeiro no ES: Infectologista dá detalhes sobre a doença do pombo e como é contraída

Morte de enfermeiro no ES: Infectologista dá detalhes sobre a doença do pombo e como é contraída
03 fevereiro 18:16 2016 Imprimir esta notícia

Um enfermeiro de Linhares, no norte do Espírito Santo, morreu na terça-feira do último dia 26 de janeiro, com suspeita da doença do pombo, nome popular para a criptococose.

Ele ficou internado no Hospital Geral de Linhares (HGL), sofreu quatro paradas cardiorrespiratórias e veio a óbito. Segundo uma amiga do enfermeiro, ele atuava em um hospital de Colatina, no noroeste capixaba, e frequentava uma praça próxima ao local de trabalho, onde teria contraído a doença.

Segundo a infectologista Fernanda Foreque Sarmento, entrevistada pelo Jornal A Gazeta, a doença do pombo é contraída pela inalação de um fungo que vive nas fezes do animal. Mas nem todas as pessoas que têm contato com a ave ficam doentes. “A doença é contraída através da inalação de um fungo existente nas fezes do pombo. Muitas vezes a pessoa passa a vida toda em contato com o animal e não contrai a doença, isso depende do organismo de cada pessoa, mas é claro que quem frequenta ambientes com a presença deles com mais frequência corre maior risco”, disse.

Ainda de acordo com a infectologista “os sintomas são variados, a pessoa pode desenvolver febre, tosse, inguas, emagrecimento, em casos mais graves, perda neurológica. Vai depender do quadro de cada paciente”.

O diagnóstico da doença do pombo também varia de acordo com o lugar onde o fungo está alojado. Em muitos casos são feitos exames de sangue e tomografias.

A infectologista explicou ainda que a doença pode levar à morte, mas que existe tratamento. “O tratamento é feito através da aplicação de injeções de antifúngico. Mas depende da gravidade da situção. Pessoas com imunidade baixa ou portadora de alguma doença correm maior risco de morte”, explicou. (Da redação TN)

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