MST amplia ocupações na Bahia e prédios da Codevasf e fábrica da Suzano param atividades

MST amplia ocupações na Bahia e prédios da Codevasf e fábrica da Suzano param atividades
13 junho 17:50 2016 Imprimir esta notícia

Depois de ampliar o número de ocupantes nos prédios do Incra em Salvador, Bom Jesus da Lapa e Itabuna, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) retoma a agenda de ocupações no interior da Bahia. Nesta segunda-feira (13), cerca de 1,4 mil trabalhadores rurais ocuparam a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Juazeiro, Bom Jesus da Lapa, Barreiras e a fábrica de celulose da Suzano, em Mucuri – o que resultou na paralisação das atividades nestes locais. Para o deputado federal Valmir Assunção, “as ocupações são direitos dos trabalhadores rurais como forma de protesto contra o governo golpista de Michel Temer”. Valmir diz que “os sem-terra estão seguindo um cronograma nacional, além de pedirem o retorno da presidente afastada Dilma Rousseff, também denunciam problemas socioambientais provocados pelo uso de agrotóxicos”.

suzad1“Queremos que a Dilma retorne ao seu cargo. Ela foi eleita pelo povo nas urnas e foi golpeada por corruptos. Tem de nos devolver o Ministério do Desenvolvimento Agrário [MDA], não adianta só investir no agronegócio e na geração de trabalho escravo. Precisamos seguir os avanços na reforma agrária popular e dar mais condições para os assentados produzirem alimentos sem agrotóxicos. Repudiamos o modelo de desenvolvimento do agronegócio, não contribui com o desenvolvimento social, cultural, ambiental e a empresa só explora as terras, retirando as riquezas para exportar”, declara o dirigente nacional do MST, Evanildo Costa.

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Barracas de acampar foram montadas próximo à entrada da fábrica da Suzano

De acordo com a direção do MST, a fábrica Suzano tem atuado para ampliar a produção de eucalipto transgênico e, para isso, vem utilizado agrotóxicos e aumentado os problemas socioambientais. “Empurram com a barriga há décadas essa questão dos impactos ambientais. E essa protelação acabou por atingir as poucas áreas de cultivo das famílias do campo, que estão sendo afetadas pelo uso desses produtos químicos, inclusive com a contaminação de solo, das águas e até mesmo do ar. Temos de criar condições para manter o trabalhador no campo, em seu local de origem e não criar condições para ampliar o êxodo rural”, completa Costa. (Da redação TN)

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