Mulheres Sem Terra ocupam antiga Medasa contra o agronegócio e a Reforma da Previdência

Mulheres Sem Terra ocupam antiga Medasa contra o agronegócio e a Reforma da Previdência
07 março 09:43 2017 Imprimir esta notícia

Na madrugada dessa segunda-feira (6), mais de mil mulheres Sem Terra ocuparam a Usina Santa Maria,- antiga Medasa Destilaria de Álcool, localizada na BA 290, Km 43, no município de Medeiros Neto.

Segundo a coordenação estadual do MST a ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, que no mês de março intensificam as mobilizações e ocupações contra o capital e o agronegócio.

Além disso, denunciam as medidas consideradas golpistas do Governo de Michel Temer (PMDB), a violação dos direitos humanos e a destruição da natureza praticados pelo modelo de produção do capital, através dos monocultivos de eucalipto e da cana de açúcar na região.

Uma Usina contra o povo

A Medasa, empresa do Grupo São Luiz, fundada em 1984 e que operou por cerca de 20 anos no extremo sul da Bahia, com a exploração da cultura da cana de açúcar, segundo o MST, possuí dívidas milionárias junto ao BNDES e diversos processos trabalhistas de violação aos direitos humanos e a destruição do meio ambiente.

“Os acionistas da Medasa arrendaram o parque agro-industrial para “outros empresários”, que constituíram a Usina Santa Maria”, denuncia

A Usina hoje é uma empresa dedicada à exploração da cana e à produção de etanol. Supostamente, foi constituída em 2002 e possui como acionista majoritário a Quanti Participações Ltda., que detêm 98% de seu capital.

Entretanto, ainda de acordo com o MST, quando se analisa alguns detalhes, se percebe que o acionista majoritário da Usina Santa Maria é filho do acionista majoritário da Medasa, que sonegou impostos e não pagou os funcionários, pois possuí dívidas milionárias com o BNDES, além de “destruir” o meio ambiente na região e para não pagar às dívidas abriu falência.

Estamos todas despertas!

“Essa ocupação dá início à Jornada de Lutas na Bahia que tem o foco de denunciar a perda de direitos e os retrocessos, entre eles, a proposta de Reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional”, garante o MST.

Com o lema “Estamos todas despertas! Contra o Capital e o Agronegócio. Nenhum Direito a Menos!”, as trabalhadoras afirmam que as mulheres são as primeiras a sofrerem com as consequências do programa de corte de direitos.

Por isso, segundo o MST, a luta em defesa da Previdência Social pública, universal e solidária deve ser a base dessa Jornada.

O Movimento acredita ainda que a previdência é um dos alicerces do mundo do trabalho e que garante cidadania, respeito para o homem e a mulher do campo. (Por Ronildo Brito)

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