Município deflagra campanha nas escolas contra o Aedes Aegypti e para deter o Zika Vírus em Nova Viçosa

Município deflagra campanha nas escolas contra o Aedes Aegypti e para deter o Zika Vírus em Nova Viçosa
06 julho 09:29 2016 Imprimir esta notícia

A Prefeitura Municipal de Nova Viçosa deflagrou hoje (6 de julho de 2016), a campanha “Zika Fora da Escola” que tem como alvo todas as instituições de ensino da cidade, dos distritos, povoados e unidades rurais do município de Nova Viçosa. A meta é alertar os 22 mil estudantes, professores e servidores de Nova Viçosa.

O município além de atender a portaria nº 535 de 30 de março de 2016 do Ministério da Saúde e acolher a recomendação do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia, lança a campanha “Zika Fora da Escola” e atende uma necessidade real da população por não ter ainda realizado o chamamento especifico para conscientizar alunos, professores e funcionários das escolas para a necessidade de combater o Aedes Aegypti e o Zika Vírus.

O mosquito, encontrado em todos os estados do Brasil, é o responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Por isso, sua proliferação é uma ameaça importante à saúde pública.

Em Nova Viçosa a mobilização promovida pela Prefeitura Municipal é dirigida as escolas públicas e particulares e espera atingir toda a população por meios dos estudantes, professores e servidores que poderão contribuir com a campanha permanente contra mosquito.

A campanha lançada nesta quarta-feira (06/07), visa atingir as escolas e os agentes de saúde para fazer um mutirão para eliminar focos do mosquito nas unidades de ensino na sede e nos povoamentos do município. O objetivo é conscientizar os estudantes sobre como combater o mosquito transmissor do vírus da zika.

O Brasil registrou 138.108 casos prováveis do vírus da zika, somente até 30 de junho de 2016. A taxa de incidência no país é de 67,6 casos para cada 100 mil habitantes. Destes, 49.821 foram confirmados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Entre os três estados brasileiros com a maior incidência do vírus, está a Bahia, com 265,9 casos/ 100 mil habitantes.

O vírus da zika, que passou a ter transmissão local no Brasil em abril de 2015, já existe até 30 de junho de 2016, em 24 unidades das 27 federações. A preocupação maior, no caso desse vírus, é a associação provável com o aumento de casos de microcefalia no país. Segundo boletim divulgado nesta sexta, já existem 5.079 notificações de suspeita de microcefalia no Brasil.

O Município de Nova Viçosa não descarta a possibilidade, além da campanha publicitária de conscientização por meio do setor da educação, de também aumentar o número de agentes e promover a compra de bens e serviços que ajudem a conter o avanço dos casos de dengue, chikungunya e zika vírus no município – este último, relacionado ao crescente surto de microcefalia em bebês nascidos no Nordeste.

O alerta ocorre em um momento delicado para a saúde pública de Nova Viçosa, quando o município passa por um período de transição administrativa com a troca de prefeito, embora as Secretarias de Educação e Saúde acreditam que a interrupção nas atividades de prevenção e controle dessas doenças não podem acontecer para não expor a população a um grave risco, quando o mundo inteiro está preocupado com a situação do Brasil, em função do aumento dos casos de microcefalia e a sua relação com o zika vírus. E uma interrupção nestes próximos três meses, prazo necessário para uma boa campanha, no mínimo, traria um risco em potencial para todos e poderia causar um dano muito sério a população.

No entanto, para o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia, a responsabilidade é do município que passou da hora em promover uma campanha de combate o Aedes Aegypti e o Zika Vírus que, mesmo após vários alertas, continuou negligenciando os avisos feitos pelos servidores da proximidade de uma possível epidemia. De acordo com o sindicato, seria necessário também que as outras cidades vizinhas fizessem o mesmo, uma vez que o Aedes Aegypti pode migrar. Porque de nada vai adiantar os esforços se apenas em Nova Viçosa cumprir o seu papel e se os outros municípios do estado não fizerem o seu dever de casa.

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, alerta, já que a zika apresenta sintomas mais brandos, era preferível, na dúvida, tratar o paciente como se estivesse com uma das modalidades da dengue. Com a comprovação da relação entre a zika e o aumento no número de crianças nascidas com microcefalia no estado, o levantamento desses dados tornou-se necessário, inclusive para conter o avanço da má formação congênita em outras cidades da Bahia. Como forma de prevenção às mulheres que pretendem ter filhos ou já estão grávidas, a coordenadora aconselha o uso de repelentes específicos para o uso de gestantes, com menos produtos químicos. (Da Redação TN).

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