Para tentar justificar terreno prefeito de Mucuri queria fazer campo maior do que as medidas da Fifa

Para tentar justificar terreno prefeito de Mucuri queria fazer campo maior do que as medidas da Fifa
06 maio 19:06 2018 Imprimir esta notícia

A pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Teixeira de Freitas, a Justiça Federal determinou liminarmente, o bloqueio de R$ 1,9 milhões em bens do prefeito de Mucuri (BA), José Carlos Simões, de outros cinco agentes públicos por desvio de recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), além da empresa NH Empreendimentos e Incorporações Ltda.

Segundo o MPF, a expropriação da área escolhida ocorreu sem qualquer embasamento técnico ou legal e sem um prévio estudo comparativo com outras áreas também disponíveis. De acordo com a perícia do órgão, o local indicado possui baixa drenagem pluvial, com diversos locais com acúmulo de água. Além disso, o órgão também apurou que o valor de mercado total dos lotes giraria em torno de R$ 1,3 mi, quantia inferior à determinada pelo Município.

O MPF constatou ainda que, de acordo com o projeto de arquitetura da escola padrão do FNDE, a área necessária para construção da unidade escolar seria de 8.000 m², menos da metade dos 20.000 m² desapropriados. Para justificar, Simões alegou a construção de um campo de futebol. Entretanto, a obra não faz parte dos objetivos do Fundef e não havia qualquer informação sobre o campo nos documentos referentes à desapropriação do local.

Além disso, o campo de futebol previsto pelo Município, segundo a perícia do MPF, teria um comprimento maior do que o limite máximo fixado pela Fifa para jogos internacionais, com uma área total de 7.992 m². (Da redação TN)

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