Pesquisa do IBGE aponta que a Bahia tem mais de 1,5 milhão de analfabetos

Pesquisa do IBGE aponta que a Bahia tem mais de 1,5 milhão de analfabetos
23 dezembro 11:17 2017 Imprimir esta notícia

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (21), apontam que a Bahia tem 1.538.293 milhão de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever. Do total, 61.351 são de Salvador, capital do estado. Outras 122.344 estão na Região Metropolitana da cidade.

Os dados integram o primeiro informativo de indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre educação, do IBGE, que tem como referência o segundo trimestre de 2016.

De acordo com o estudo, em todo o estado, a taxa de analfabetismo era de 13,0% no ano, quase o dobro da média nacional, que era 7,2%. Na Região Metropolitana de Salvador, esse percentual cai para 3,8%, e, em Salvador, o percentual é ainda menor, com 2,5%.

Conforme o estudo, a taxa de analfabetismo do estado é maior entre as mulheres com 60 anos ou mais. O percentual para essa categoria é de 39,5%.

Analisando a variável cor e raça, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos com mais de 60 anos salta para 41,1%, salientando-se, mais uma vez, a proporção de pretos e pardos na população baiana, que é de 82%.

Escolarização

Em 2016, a taxa de escolarização na Bahia, que é a proporção de estudantes em relação ao total de pessoas, era de 30,1%, pouco acima da taxa nacional, que era de 27,5%.

Entre os homens baianos, essa taxa era de 30,8%, enquanto que, entre as mulheres, esse número era menor do que o total e do que o dos baianos, 29,4%.

Na variável por cor ou raça, a taxa de escolarização era maior entre pretos e pardos, com 30,4%, pouco acima dos 29,0% registrados entre os brancos. Isso explica-se ao fato de que pretos e pardos representam mais de 82,0% da população baiana.

Na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e na capital baiana, os números seguem o mesmo ritmo do estado. Enquanto que na RMS, a taxa de escolarização era de 28,7%, enquanto que, na capital, essa taxa era de 28,3%. (Informações: G1 Bahia)

 

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