Planserv alerta beneficiários sobre os riscos da tuberculose

Planserv alerta beneficiários sobre os riscos da tuberculose
22 março 10:51 2016 Imprimir esta notícia

24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Diante dos números preocupantes relacionados à doença, o Planserv – Assistência à Saúde dos Servidores Estaduais resolveu aproveitar a data para alertar seus beneficiários e a população em geral sobre os riscos do diagnóstico tardio e da interrupção precoce do tratamento. E garante: a doença é curável e pode deixar de ser um problema de saúde pública se alguns cuidados forem considerados.

De acordo com o Ministério da Saúde, anualmente cerca de 6 milhões de novos casos são notificados em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito. O surgimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário. No Brasil, aproximadamente 70 mil casos novos por ano são registrados, com 4,6 mil mortes causadas pela doença. O país ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.

A  doença infecciosa e transmissível é causada pelo Mycobacterium tuberculosis (conhecida como bacilo de Koch), que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa atingir outros órgãos e sistemas, como os ossos, vias urinárias e sistema nervoso. Segundo a pneumologista Manoela Fontes, “o diagnóstico precoce corta a cadeia de transmissão da tuberculose, pois ao iniciar o tratamento, o contágio tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento, chega a níveis insignificantes”, explicou.

A médica informou, ainda, que a transmissão da tuberculose, que se dá por via aérea, ao falar, espirrar e, principalmente, tossir, é plena enquanto o indivíduo estiver eliminando bacilos. No entanto, o ideal é que as medidas de controle de infecção sigam até a negativação da baciloscopia. “Adultos podem se prevenir evitando o contato com pessoas doentes. As crianças, por sua vez, devem receber a vacina BCG contra as formas mais graves da tuberculose nos primeiros dias de vida, até os cinco anos de idade, no máximo”.

O tratamento convencional da tuberculose é feito através do uso de uma combinação de medicamentos por seis meses. “Infelizmente, com a melhora dos sintomas antes deste período, muitos interrompem o tratamento precocemente, o que aumenta muito as chances de resistência do bacilo, com retorno dos sintomas. Já o tratamento da tuberculose multiresistente dura um ano e meio, no mínimo”, destacou a pneumologista Manoela Fontes.

São mais vulneráveis à tuberculose pessoas em situação de rua; as que vivem com aids ou têm outras doenças imunossupressoras como o diabetes; pessoas privadas de liberdade; indígenas; fumantes; profissionais de saúde e usuários de drogas. O diagnóstico da doença geralmente é feito através da identificação dos sintomas – tosse há mais de três semanas, febre vespertina, dor torácica, escarro com sangue e falta de ar, associada a dois exames: raio x de tórax e baciloscopia de escarro, prescritos pelo médico apenas quando há suspeita real da doença. A medicação utilizada no tratamento é fornecida exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). (Da redação TN)

  Categorias:

Comente a matéria

AVISO: O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade do autor da mensagem.

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Para utilizá-lo, você deve estar logado no Facebook. Comentários anônimos (perfis falsos ou não) ou que firam leis, princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas podem ser excluídos caso haja denúncia ou sejam detectados pelo site. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, entre outros, podem ser excluídos sem prévio aviso. Caso haja necessidade, também impediremos de comentar novamente neste site os perfis que tiveram comentários excluídos por qualquer motivo. Comentários com links serão sumariamente excluídos.