Polícia Civil conclui inquérito sobre o homicídio de Vítor Aguiar; Prachedes é indiciado

Polícia Civil conclui inquérito sobre o homicídio de Vítor Aguiar; Prachedes é indiciado
27 fevereiro 00:54 2016 Imprimir esta notícia

O crime ocorreu no início da madrugada do dia 19 de dezembro de 2015, quando o empresário Vitor Aguiar Antônio, de 30 anos,  participava de uma confraternização em companhia de alguns amigos, numa de suas casas no bairro Universitário, na região sul de Teixeira de Freitas, quando fora atingido por um disparo de arma de fogo, esse que atingiu-lhe o peito, um pouco abaixo da axila.

Na perícia de local a cargo do perito criminal Bruno Mello, ficou evidenciado que o tiro ocorreu de fora para dentro, transfixando o portão pequeno localizado nos fundos da casa, o mesmo que dá acesso à churrasqueira, onde estava Vitor.

Em 22 de dezembro, três dias após a morte do empresário, policiais civis de Teixeira de Freitas, comandados pelo delegado Marcus Vinícius, coordenador da 8ª Coorpin, empreenderam diligências até São Mateus-ES,  onde foi preso o suspeito Renilton Prachedes Rodrigues, de 20 anos, encontrado na casa de familiares. Ele teria efetuado o disparo contra o portão da casa de Aguiar revoltado com o barulho do encontro, apesar da polícia ter trabalhado com outras hipóteses.

No último dia 4 de fevereiro, o juiz Humberto José Marçal, titular da 1ª Vara do Sistema do Juizado Especial e 1º substituto da Única Vara Criminal da comarca de Teixeira de Freitas, revogou o mandado de prisão preventiva de Renilton Prachedes Rodrigues, de 20 anos, acusado pela polícia de atirar e matar o empresário Vitor Aguiar Antônio, de 30 anos.

A decisão de Marçal aconteceu após o mesmo reavaliar os fatos no pedido feito pelos advogados do acusado. A decisão do magistrado foi entregue pelos oficiais de Justiça à Delegacia da Polícia Civil de Teixeira de Freitas (DEPOL), no início da noite do dia 4 e a libertação do preso foi imediata. A partir da decisão Prachedes ganhou o direito de continuar respondendo ao crime em liberdade.

Diante das evidências colhidas por meio das investigações, Renilton foi indiciado por homicídio qualificado, com motivação fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, conforme Artigo 121 do Código Penal Brasileiro. Se for condenado a pena prevista vai de 12 a 30 anos de prisão. Mesmo em liberdade Prachedes, será submetido a julgamento popular. Os advogados de defesa do acusado ainda não comentaram o indiciamento. (Por Ronildo Brito)

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