Polícia Civil conclui que “Clerinho” foi assassinado por engano em Teixeira de Freitas

Polícia Civil conclui que “Clerinho” foi assassinado por engano em Teixeira de Freitas
"Patati" e Cowboy" foram os autores do crime, segundo a polícia
12 novembro 12:56 2017 Imprimir esta notícia

A Polícia Civil de Teixeira de Freitas, após intensa investigação, acaba de confirmar a conclusão do homicídio de Clerisvan Rodrigues Pereira, o “Clerinho”, fato ocorrido na noite de 18 de fevereiro desse ano de 2017, por volta das 19h, em via pública, na Rua Governador José Gonçalves, em frente ao Bar de Vilmarzinho, situado no n.º 36, no Bairro Jardim Planalto. Na perícia de local e levantamento cadavérico, procedimentos a cargo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e a Polícia Civil, respectivamente, foram constatadas várias perfurações provocadas por disparos de arma de fogo no corpo da vítima, sendo nos braços, peito e na cabeça, além de ferimentos provocados por faca do tipo peixeira.

Consta que dois indivíduos desceram de uma motocicleta, até então não identificado, sendo certo que tanto o indivíduo que estava de carona, quanto o piloto, desceram do veículo e ao se aproximarem da vítima, que estava conversando com conhecidos em frente ao Bar, sem qualquer aviso, efetuaram vários disparos de arma de fogo contra a mesma, oportunidade em que o carona desferiu ainda vários golpes de faca, para após deixarem o local do crime, tomando rumo ignorado.

"Clerinho" (à esq.) foi assassinado por engano no logar de "Dudu" (à dir.)

“Clerinho” (à esq.) foi assassinado por engano no lugar de “Dudu” (à dir.)

Segundo o delegado Manoel Andreeta, com as investigações realizadas pela equipe da Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas (DT), passou-se a saber que o crime foi praticado POR ENGANO, sendo a vítima CONFUNDIDA com o outro acusado de tráfico de drogas, identificado como Eduardo de Morais Santana, o “Dudu”, que seria integrante do “GRUPO DE LAMPIÃO”, que hoje compre pena no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF), e que seria o verdadeiro alvo dos executores, este que havia saído do Bar de Vilmarzinho há poucos instantes, sendo certo que, por puro AZAR ou INFORTÚNIO da vítima, “DUDU” estava usando UM BONÉ DE COR PRETA, igual ao que a vítima usava no momento do crime.

“Com efeito, durante o transcorrer das investigações, a Equipe da PC apurou que o crime teve como motivação a disputa de grupos rivais de traficantes, o “GRUPO DO GUETO” contra o “GRUPO DE LAMPIÃO”, que disputavam o controle do tráfico nos Bairros Bela Vista, Jardim Planalto, Vila Verde e Jardim Caraípe, contando com a participação de detentos custodiados na CPTF. De fato, no transcorrer das investigações, a polícia descobriu que os executores da vítima foram as pessoas identificadas por Ezequiel Alves de Alcântara, o “Patati”  e Marcelo Teixeira da Silva, o “Cowboy” ou “Frankstain”, ambos pertencentes ao “GRUPO DO GUETO”, responsáveis pela prática de vários crimes de homicídio neste Município entre o segundo semestre de 2016 e o primeiro semestre de 2017”, diz Andreeta.

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Motocicleta que segundo a polícia foi usada no assassinato

Ainda segundo as investigações comandadas pelo delegado Manoel Andreeta e coordenadas pela delegada Valéria Fonseca Chaves, chefe da 8ª Coorpin, para cometer o assassinato os dois executores utilizaram uma motocicleta Honda XRE, de cor preta fosca, com detalhes em azul, placa FSP-4815/Guarulhos-SP., veículo pertencente ao Grupo de Traficantes denominado “Grupo Do Gueto”. O verdadeiro alvo dos assassinos, mais conhecido por “Dudu”, já estava preso e os executores agora também estão custodiados à disposição da Justiça. (Da redação TN)

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