Praça de guerra após prisão de acusado de matar Alan Paranaguá em Nova Viçosa; Três presos fugiram

06 janeiro 13:14 2017 Imprimir esta notícia


Assim que o advogado Alexandro Gonçalves de Jesus Santiago chegou à Delegacia de Nova Viçosa, nesta quarta-feira, dia 5 de janeiro, para apresentar Jackson Ribeiro Gomes, de 22 anos, morador de Posto da Mata, acusado de assassinar o jovem Alan Paranaguá de Sá, 24, crime ocorrido na noite do último dia 1º, na Praia do Lugar Comum, uma das mais visitas da cidade, teve início o tumulto. Os manifestantes, revoltados com o crime, ameaçaram invadir a Delegacia, inclusive tombaram um veículo Jeep Cherokke, pertencente ao advogado, que é mais conhecido como Alex.

O delegado Maderson Dias, temendo a invasão, pediu reforço e várias viaturas da 89ª CIPM e Cipe-Mata Atlântica, chegaram rapidamente, mas mesmo assim os manifestantes não se intimidaram e os mais exaltados, gritando palavras de ordem, defendiam a invasão, que poderia culminar no linchamento do acusado.

Segundo um vídeo postado no Facebook pelo radialista Beto Ramos, o local virou um campo de batalha, de um lado os policiais com spray de pimenta e bombas de efeito moral e do outro, moradores com pedras e pedaços de pau tentando promover a invasão. Na filmagem é possível perceber os policiais fazendo um cerco para que a transferência de Jackson fosse feita. Ainda não foi informado o local pra onde o acusado foi transferido.

Aos gritos de justiça, os manifestantes ameaçavam colocar fogo no prédio da Delegacia. À noite o delegado Maderson disse que a situação ainda era preocupante, já que muitos não arredavam o pé do local e a toda hora o tumulto recomeçava. Lixo foi incendiado nas ruas de acesso à Delegacia da Polícia Civil e informações dão conta que três presos aproveitaram o tumulto e fugiram.

O delegado Kleber Gonçalves, coordenador regional da Polícia Civil, foi a Nova Viçosa, pra tentar negociar com os manifestantes. As últimas informações dão conta que os demais presos custodiados no prédio devem ser removidos do local, pois devido ao clima que encontra-se a cidade, o risco de invasão ainda existe. A confusão assustou comerciantes e turistas.

Informações dão conta que Jackson Ribeiro Gomes, de 22 anos, assumiu ter matado Alan Paranaguá após uma suposta brida ocorrida nas imediações da Barraca Carioca, na Praia do Lugar Comum. Até o momento a Polícia Civil não conseguiu localizar nenhuma testemunha que tenha presenciado o crime. (Da redação TN)

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