Preço da cebola sobe mais de 10 vezes na Ceasa de Simões Filho

Preço da cebola sobe mais de 10 vezes na Ceasa de Simões Filho
25 maio 10:51 2018 Imprimir esta notícia

Os reflexos da greve dos caminhoneiros, que chegou ao quarto dia nesta quinta-feira (24), deve afetar de forma ainda mais efetiva o bolso dos moradores de Salvador e Região Metropolitana. Isso porque o Centro de Abastecimento (Ceasa) de Simões Filho não está sendo abastecido desde a última segunda-feira (21), já que os caminhões que deveriam fazer as entregas de mercadorias não conseguiram chegar no local.

Sem os produtos e com a procura dos consumidores, os preços das mercadorias começaram a subir. A saca com 60 quilos de batata, por exemplo, está sendo vendida pelo triplo do preço normal: de R$ 150 passou para R$ 450. A saca de cebola – que já vinha registrando uma alta nos preços, custando até R$ 5,29 nas prateleiras -, saltou de R$ 50 para R$ 560. Um aumento de mais de 1.000%.

Há exatamente 15 dias, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou a cebola como o produto alimentício mais inflacionado do ano. Na época, a saca da cebola tinha subido de R$ 40 para R$ 70. Se, naquela ocasião, o preço já era de fazer chorar, imagine agora. É como se casa quilo de cebola, que estava custando mais de R$ 5 há 15 dias, custe agora quase R$ 10.

O comerciante Vanderlei Oliveira costuma comprar frutas e verduras na Ceasa. No entanto, na manhã desta quinta, ele optou por não levar a saca de maracujá, que era R$ 25 e passou a custar o dobro: R$ 50. “Hoje vou ficar sem falar com o maracujá porque não tem como comprar por esse preço. Com certeza, os clientes que compram no meu comércio não vão entender”, disse.

O comerciante Carlos Henrique dos Santos trabalha nos boxes de frutas e verduras na Ceasa. Ele disse que a falta de mercadoria atrapalha suas vendas desde segunda. “O pessoal até chega pra procurar, mas não tem o que vender. E os produtos que a gente [comerciantes] consegue comprar estão muito caros. Nem compensa vir pra cá, por isso que tem gente que não abriu hoje”, explicou.

Como Carlos, a comerciante Marinalva Oliveira também trabalha em um dos boxes de frutas. “Não temos previsão de quando essa mercadoria chegará. Hoje eu vim pra cá e não ganhei nada porque não tem o que vender”, contou ela. (Informações: Correio)

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