“Pretinha”: Reviravolta no caso de mulher assassinada a facadas em Medeiros Neto

01 março 22:08 2017 Imprimir esta notícia

Reviravolta no caso do assassinato de Sueli Ferreira Souza, a”Pretinha”, encontrada morta a golpes de faca dentro de sua casa na manhã de sexta-feira, dia 24 de fevereiro, na Rua do Derba, às margens da BA-290, em Medeiros Neto.

Após o crime, três testemunhas apontaram Nivaldo de Jesus Araújo, de 34 anos, como autor do assassinato. Ele foi preso e conduzido para Teixeira de Freitas.

Na manhã dessa última terça-feira (28), o caso ganhou uma nova versão. Marileide Neves da Cruz de Jesus, a “Loira”, procurou a Polícia Militar e apontou um homem de prenome Breno, o “Meota”, e sua namorada Tamires ,como os verdadeiros autores do homicídio.

Segundo ela, eles teriam forjado uma versão incriminando Nivaldo para ficarem impunes. Na verdade, segundo depoimento de Marileide, o homem, que se encontra preso, teria apenas passado no local e pedido uma faca para cortar salame e foi embora logo em seguida.

Ao encontrar com o Major Leão, comandante da 44ª Companhia Independente de Medeiros Neto (CIPM), Marileide, a “Loira”, relatou que todos estavam em sua residência, por volta das 23 horas, fazendo o uso de bebidas alcoólicas, quando as partes envolvidas começaram uma discussão. “Meota deu um soco em Pretinha, que caiu e levou chutes e pontapés do casal”, disse.

Ainda de acordo com o novo depoimento a vítima saiu em direção à sua casa, afirmando que iria pegar uma faca para matar Tamires. Ela foi seguida e novamente agredida no lado de fora de sua residência. Muito ferida, conta “Loira”, Pretinha” entrou e, após alguns minutos, o “Meota” teria chutado a porta da casa e entrado, retornando algum tempo depois, dizendo que a havia matado.

Ainda segundo “Loira”, a todo instante ela era ameaçada pelo casal, evitando que não prestasse socorro ou até mesmo acionasse a polícia. Antes do crime ser cometido, ela conta ter ouvido “Pretinha” pedir para não ser morta.

Após o crime, os três saíram correndo pelos fundos e, na fuga, “Meota” jogou a faca dentro de um esgoto e voltaram para sua casa. Quando eles chegaram, teriam se trocado e jogado as roupas sujas de sangue e lama atrás do muro, em um matagal.

Nesse momento, conta a mulher, os dois fizeram novamente ameaças, dessa vez sugerindo que ela confirmasse o que eles dissessem ou a matariam. De acordo com “Loira”, de consciência pesada, ela contou o ocorrido para alguém e a conversa chegou aos ouvidos de Tamires. Na madrugada desta última terça-feira, dia 28, por volta das 2 horas da madrugada, conta a testemunha, Tamires e “Meota” foram em sua casa para matá-la.

Desfecho

Marileide Neves da Cruz de Jesus, a “Loira”, foi encaminhada para a sede da 8ª Coorpin de Teixeira de Freitas, onde acabou sendo ouvida pelo delegado Ricardo Amaral, de plantão na unidade. As investigações visando esclarecer as participações de “Meota”, Tamires e “Loira” estão sob a responsabilidade do delegado Jorge da Silva Nascimento, substituto de Medeiros Neto. Os três acusados têm passagens por acusação de tráfico de drogas, agressões, furtos e tentativas de homicídios.

Aguarda-se o desenrolar das investigações, pois a nova versão pode inocentar Nivaldo de Jesus Araújo, que permanece custodiado em Teixeira de Freitas. (Informações: Medeiros Dia a Dia)

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