Primeiro paciente brasileiro recebe prótese para tratar glaucoma

Primeiro paciente brasileiro recebe prótese para tratar glaucoma
28 julho 10:24 2017 Imprimir esta notícia

Considerada a principal causa de cegueira irreversível do mundo, o glaucoma se instala de maneira silenciosa, sem apresentar sintomas iniciais claros. Atualmente, a doença afeta mais de 60 milhões de indivíduos no mundo e a projeção é de que essa prevalência chegue a 80 milhões de pessoas, até 2020. O problema é tratado com o controle da pressão intraocular, o que pode ser feito com colírios ou, nos casos mais graves, com cirurgias.

Nesta terça-feira, três pacientes brasileiros terão acesso a uma técnica inédita no país. Por meio da introdução de um microdispositivo no canal de Schlemm, os pacientes poderão ter a pressão interna de seus olhos controlada de maneira mais segura e menos dolorosa. Considerada minimamente invasiva, a cirurgia irá introduzir um Istent com um milímetro de comprimento, para estabilizar a pressão intraocular por meio da recanalização direta do canal de Schlemm, devolvendo ao paciente a capacidade natural do olho de drenar o humor.

“O dispositivo foi aprovado pela Anvisa em outubro de 2016, permitindo aos brasileiros acessar uma tecnologia mais moderna no tratamento do problema com alta eficácia e mantendo a conjuntiva intacta para futuros procedimentos cirúrgicos, caso haja necessidade”, explica a médica Regina Cele, especialista em Glaucoma do HCLOE e também responsável pela realização destas cirurgias. “Além disso, a nova técnica contribui de maneira bastante positiva para uma recuperação mais rápida e confortável do paciente”, completa.

Para realizar o procedimento, o cirurgião precisa ser certificado pela Glaukos Corporation, com aulas e treinamentos que têm como finalidade garantir a segurança do paciente e os bons resultados cirúrgicos.

Feito de titânio, o Istent já é empregado em diversos países da Europa e nos Estados Unidos. Um estudo de caso realizado em 27 hospitais dos EUA apontou que a nova técnica apresenta resultados 25% melhores que a cirurgia convencional, associada ao uso de um colírio hipotensor. Os resultados obtidos apontaram que 73% dos pacientes que receberam o Istent puderam permanecer sem uso de medicação para controle da pressão intraocular por pelo menos um ano, ao passo que apenas 50% dos indivíduos que foram submetidos exclusivamente à cirurgia de glaucoma mantiveram-se sem o colírio, pelo mesmo período. (Da redação TN)

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