“Proposta de Reforma da Previdência é a mais amarga e injusta da história do Brasil”, alerta senadora Lídice da Mata

“Proposta de Reforma da Previdência é a mais amarga e injusta da história do Brasil”, alerta senadora Lídice da Mata
09 março 09:29 2017 Imprimir esta notícia

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) fez um alerta, nesta terça-feira (7), em Brasília para o caráter da Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer. Segundo a parlamentar baiana, a reforma é a mais amarga e injusta da história do Brasil e prejudicará a camada mais pobre da sociedade.

De acordo com a parlamentar, as mudanças apresentadas , entre as quais o aumento da idade mínima para 65 anos, para homens e mulheres, ampliando o tempo de contribuição mínima de 15 para 25 anos, e a redução dos benefícios, já se revelam impopulares. “Diante do fracasso de se convencer a opinião pública, mesmo com uma campanha milionária na mídia nacional, alardeia-se agora um déficit crescente da previdência social, tentando gerar uma insegurança profunda na população quanto ao futuro da nossa previdência. Na verdade, temos um velho artifício estatístico”, resumiu.

Lídice lembra que o quadro divulgado pelo governo é rechaçado por diversos especialistas, em estudo organizado pela Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e Plataforma Política Social. “A previdência social brasileira custa 7,4% , mas aqui os com mais de 65 anos são apenas 8% entre os brasileiros”, disse.

Dados internacionais – Hoje, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), a França gasta 13,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em benefícios previdenciários, acima da média dos países da organização, que é de 7,9% do PIB, para um percentual de 18,3% de franceses idosos. A Alemanha gasta 10,6% do PIB em benefícios previdenciários, igualmente acima da média dos países da OCDE. Mas hoje, na Alemanha21,4% da população do país têm mais de 65 anos de idade. Com 20,2% da população com mais de 65 anos, a Grécia gasta 14,6% do PIB em benefícios previdenciários, também acima da média daqueles países. (Da redação TN)

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