Queda de receita coloca o município de Nova Viçosa em “Estado de Alerta”

Queda de receita coloca o município de Nova Viçosa em “Estado de Alerta”
16 outubro 12:22 2017 Imprimir esta notícia

As constantes quedas de receitas nos municípios brasileiros, especialmente nos baianos, têm feito os prefeitos tomarem atitudes impopulares, como por exemplo, cancelamentos de eventos, contratações de serviços, realização de obras públicas e até a demissão de funcionários contratados.

No extremo sul baiano, municípios como Alcobaça, Medeiros Neto, Vereda, Itabela e Nova Viçosa têm sido os mais castigados com as vertiginosas quedas de receitas que vem deixando seus gestores preocupados, os quais não conseguem cumprir com muitos compromissos administrativos por falta de dinheiro na conta.

Em muitos municípios os gestores, que têm se pautado na austeridade e na valorização do dinheiro público e, mesmo diante de toda a crise econômica, o que tem afetado todos os municípios brasileiros com a queda de receita, os prefeitos tem implantado um novo modelo de gestão que vai possibilitar realizar ações com equipes mínimas de contratados, mas mesmo assim, a tendência é demitir já agora em 30 de outubro muitos funcionários para que consigam finalizar o ano pelo menos fechando o índice financeiro dentro do prudencial.

Uma das situações mais difíceis da região é o município de Nova Viçosa com quase 50 mil habitantes e com a 12ª área territorial do extremo sul com 1.369 quilômetros quadrados, que além da sede, possui 32 comunidades, três povoamentos e dois distritos, inclusive o segundo maior distrito do Brasil, que é Posto da Mata, com 25.834 habitantes.

A condição de Nova Viçosa é delicada e vive em estado de alerta em relação a suas finanças públicas. O município vinha arrecadando nos últimos 10 anos, em média de 7,5 a 8,5 milhões por mês e teve sua receita simplesmente reduzida em 2017 para o equivalente 4 a 4,5 milhões por mês. Todo mês a Prefeitura Municipal sofre um baque nas suas finanças, a última surpresa ocorreu no último dia 10 de outubro, quando o município aguardava nas contas a verba do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, geralmente em torno de 2,5 a 3,2 milhões e fechou o repasse em R$ “0” real.

O prefeito Manoel Costa Almeida, o “Manoelzinho da Madeira” (DEM), disse que tem passado apertado porque tem sido obrigado a tomar atitudes impopulares para tentar cumprir os compromissos e mesmo assim está tendo dificuldade para pagar as contas do município. Informou que já reduziu a folha de pessoal, cortou porcentagem no salário do secretariado, cancelou contratos públicos e abordou a promoção de serviços para tentar honrar com os compromissos, mas ainda assim, vive o dilema de obedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal com o fechamento do índice financeiro.

Informou também que tem ido a Brasília buscar respostas juntos aos organismos do governo federal, mas o retorno da União é sempre a mesmo, que as receitas vão melhorar e que a crise econômica tem afetado principalmente os municípios brasileiros. Mas para o prefeito Manoelzinho, Nova Viçosa é talvez o município baiano mais castigado com as constantes quedas de receita, alertando que nenhum outro município teve 50% da sua receita cortada, igualmente Nova Viçosa teve. (Por Athylla Borborema)

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