Reincidente: Médico acusado de agredir menor grávida é suspenso

Reincidente: Médico acusado de agredir menor grávida é suspenso
21 maio 19:09 2018 Imprimir esta notícia

O médico acusado de agredir uma menor grávida foi suspenso de suas funções pela direção da Maternidade da Mãe Pobre, em Itabuna. O médico Luiz Carlos Leite de Souza foi acusado pela adolescente de 16 anos, de aplicar dois tapas em seu rosto durante a consulta. O diretor Veldo Cordeiro afirmou que ele “não atenderia mais” no hospital.

A menor conta que chegou à Maternidade da Mãe Pobre com a mãe, Andreia Nascimento, com muitas dores e a vagina sangrando. Ao informar o médico de que estava com 37 semanas de gravidez, ouviu dele que “não deveria estar na maternidade”.

Segundo o relato dela, o médico pediu para que abrisse as pernas, mas não podia, por causa das dores. O médico enfiou o dedo sem avisar e a garota gritou. Ele então fez mais força e ela gritou ainda mais forte, levando dois tapas na face e sendo chamada de “atriz”.

Segundo a mãe, uma queixa foi registrada na delegacia e o próximo passo será denunciá-lo ao Ministério Público. Luiz Leite, de 74 anos, já foi denunciado por agressões a pacientes, pela morte de um bebê por fratura no braço e por cobrar por partos pelo SUS.

MP denunciou

Em 2013 o Ministério Público Estadual denunciou Luiz Leite por cobrar para fazer o parto de outra adolescente pelo SUS e pediu a cassação de sua licença. Na época, a direção da Maternidade da Mãe Pobre devolveu o dinheiro à vítima mas não puniu o médico.

Ele cobrou R$ 1,2 mil pelo parto da paciente, que foi inicialmente atendida por Mardson Monteiro, ficando em observação. Quando Luiz Leite assumiu o plantão, a paciente já tinha evoluído no trabalho de parto, entrando no centro cirúrgico por volta das 13h.

Mesmo já no centro cirúrgico, a parturiente agonizou com dores até 16h, esperando o obstetra. Foi apurado que, apesar das dores e várias horas em trabalho de parto sem dar à luz, Luiz Leite afirmava que tudo “evoluía normalmente” e que só faria o parto sendo pago. Recebeu e ficou impune. (Informações: A Região)

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