Robertinho confirma a sua pré-candidatura a prefeito de Mucuri

Robertinho confirma a sua pré-candidatura a prefeito de Mucuri
30 março 10:52 2016 Imprimir esta notícia

Depois da repercussão gerada pelos falatórios dos últimos dias no município sobre a possibilidade da sua candidatura acontecer este ano, o ex-prefeito de Mucuri, Roberto Carlos Figueiredo Costa, popularmente conhecido por “Robertinho“ (PR), confirmou ao Teixeira News na noite desta terça-feira (29/03), que disputará o processo partidário das convenções do Partido Republicado e será candidato sim a prefeito do município de Mucuri em 2016.

Robertinho informou que repensou durante todos estes anos se valeria a pena retornar à vida pública. Mas que definiu ao lado da família, dos seus correligionários e do seu eterno aliado político, deputado federal José Carlos Araújo, presidente do PR na Bahia e presidente da Comissão Nacional de Ética da Câmara dos Deputados, que o seu nome que é portador de uma história de trabalho tem que ser novamente colocado para apreciação da população mucuriense.

Robertinho é aliado político de José Carlos Araújo desde o início da década de noventa e nas últimas eleições municipais deu a ele a segunda maior votação do município. Segundo o ex-prefeito Robertinho, como pré-candidato, a sua preocupação é discutir com a população o desenvolvimento e o empreendedorismo no município por uma gestão pública estratégica para avançar na saúde pública, na educação, no turismo e em setores afins.

Mudança no cenário

O anúncio de Robertinho dando conta que é pré-candidato a prefeito de Mucuri, muda o cenário político deste ano no município. Na avaliação da população o favorito sempre foi o candidato do atual prefeito Paulo Alexandre Mattos Griffo, o “Paulinho de Tixa” (PSL), que segue para o último ano do seu segundo mandato e vem promovendo uma administração avaliada como ótima na opinião da maioria dos mucurienses com a realização de inúmeras obras públicas e com atos que têm fortalecido a economia do município.

Além do fator de ter a sua administração em seu favor, Paulinho possui a simpatia e a finura no trato com as pessoas e tem ainda o seu pai, o ex-prefeito Firmino Griffo Ribeiro, o “Tixa”, que é uma liderança política fortíssima e um homem de grande importância para o cenário político mucuriense – Tixa já fora no passado, inimigo e opositor ferrenho de Robertinho, a ponto de “dividir ao meio” o mandato 1993/1996, após anos e anos de labuta jurídica. Mas hoje esta oposição não existe mais, embora eles nunca de posicionaram juntos politicamente. Mas é acertado afirmar -, os Tixas e Robertinho são ainda as duas grandes forças políticas de Mucuri.

É de conhecimento público que o candidato este ano dos Tixas será o secretário de relações institucionais do município Silvio Kleber Mattos de Oliveira (PSL). O atual vice-prefeito, o médico Carlos Simões (PDT) também será candidato a prefeito. Ainda existem como pré-candidatos os nomes do farmacêutico e empresário Fernando Santa Marta (PP), o radialista e assistente social Juca Andrade (PT), o administrador Kock Feregueti (PSOL) e o empresário Fábio da Cerâmica (DEM).

robertinhod1Proposta

Robertinho diz que o projeto que leva o seu nome para disputar as eleições deste ano é fruto de uma pré-candidatura com propósitos sérios e amparados pelo respaldo das pessoas de bem do município de Mucuri. “Tenho recebido os mais diversos apoios, antes mesmo de me declarar oficialmente, desde os mais jovens até as pessoas mais conservadoras, desde o rico ao mais humilde, e tem sido clara a sinceridade do eleitor na busca por um perfil administrativo que possuímos e que estas pessoas conhecem tão bem”, disse.

Ele diz acreditar literalmente na reestruturação dos setores produtivos através de uma gestão empreendedora para avançar no desenvolvimento do município. Que acredita no trato das políticas públicas e no papel de buscar parcerias governamentais para desenvolver a educação, a saúde, o turismo e a geração de emprego e renda num comprometimento político e pessoal com a população.

Robertinho defende o estímulo ao surgimento de novos investimentos e empreendimentos nas áreas do agronegócio, pequenas e médias indústrias e nos pequenos negócios com vistas à melhoria da qualidade de vida da população, à construção e implementação de um projeto de desenvolvimento sustentável e integrador, tendo como linhas de atuação, o crescimento social, a identidade local com uma juventude atuante e participação das comunidades.

Que vai discutir profundamente com a população ainda este ano, o incentivo ao Cooperativismo e ao Associativismo, o embelezamento da cidade e dos seus distritos. E que deseja promover uma administração onde seja necessário o estímulo à participação da sociedade organizada nos processos de gestão, e acima de tudo, humildade para reconhecer as falhas e incorporar contribuições, com a pluralidade de ideias e construir as parcerias necessárias à viabilização do nível de cada projeto.

Biografia

“Robertinho” começou a sua trajetória política em Taquarinha, distrito de Mucuri, onde possui o seu domicílio eleitoral até hoje e conhece como poucos os costumes culturais e a vontade do povo da sua terra. Prefeito duas vezes de Mucuri, ficou conhecido como um administrador arrojado e festejado pelos seus atos. Carismático e gentil na sua relação com as pessoas, principalmente com os mais humildes, e para muitos, ele representa esperança, porque se vende como um político que tem coração, que tem bondade, que olha pelo social e entende os problemas dos seus munícipes.

Ainda muito jovem em Taquarinha, “Robertinho” já freqüentava movimentos de igrejas e seu primeiro trabalho foi em um cartório por onde prestava diversos serviços voluntários às famílias menos favorecidas, identificando, casando pessoas e registrando crianças nas comunidades. Foi em Taquarinha que chegou a oficial do cartório de registro civil. Na sua caminhada pelo município registrando crianças e promovendo casamentos, por muitas vezes em comunidades pobres, ele era preciso emprestar a sua própria roupa para os casandos, para que a cerimônia pudesse ocorrer.

“Robertinho” tornou-se prefeito de Mucuri por dois mandatos, tendo sido o primeiro só por período de um ano e dez meses em razão de uma disputa jurídica eleitoral, entretanto, elegeu seu sucessor, na época, Milton Borges. Para o segundo mandato fora eleito com a maior votação proporcional do extremo sul da Bahia, e registrou no seu governo a marca de inaugurar uma obra construída a cada 15 dias no município e era tido como um administrador perfeccionista e comprometido nas suas ações.

Sempre atribuiu a sua humildade à essência da sua popularidade. É um político que consegue reunir multidões graças à força da sua comunicação, aliada a sua alta agilidade política em conseguir lidar com gente e com os conflitos políticos. Possui percepção singular, porque aparece na vida das pessoas nas horas mais necessárias. Para muitos o seu olhar é profundo e sua face demonstra bondade e paciência.

O passado

robertinhod2Robertinho informou que vinha repensando se valeria a pena voltar à vida pública, mesmo diante do seu caso de amor com o município de Mucuri, onde viveu toda a sua vida, escreveu sua história política e constituiu sua família. “Todos se lembram que em 2004, a população de Mucuri e eu, sofremos um duro golpe da minha oposição política que contou com a ajuda de um magistrado que me afastou do cargo no meu último ano de governo e nas vésperas das eleições municipais, sem que a minha administração houvesse cometido crime algum. Embora me devolveram o município 90 dias depois, totalmente inviabilizado, onde não tive a mínima condição de concluir o meu mandato e preferir em mantê-lo nas mãos da vice. Mas nunca devemos perde a esperança na justiça e, entendo que devemos caminhar juntos novamente”, disse Robertinho.

Em 2004, Robertinho foi afastado do cargo de prefeito por 90 dias por determinação de um desembargador de justiça, que somente 5 anos depois (29 de setembro de 2009), o fato foi esclarecido após a prisão deste mesmo desembargador sob a acusação de venda de sentença no Estado. Na época houve a elucidação de 29 casos de prefeitos injustiçados na Bahia e Robertinho havia sido um deles. Na ocasião o desembargador havia lhe afastado após vender a sentença para os seus opositores políticos que terminaram não pagando a última parcela do combinado e o mesmo magistrado que havia afastado o gestor por 120 dias revogou a liminar antes do prazo por não ter recebido o resto do pagamento.

Robertinho chegou a reassumir o cargo por determinação do mesmo desembargador que havia lhe afastado, mas ele renunciou no mesmo dia abrindo mão dos últimos 40 dias de mandato que lhe restavam, se dizendo decepcionado com a injustiça que teria sofrido sem nenhum fundamento jurídico. Na ocasião Robertinho que ficou conhecido no país inteiro como um administrador arrojado precursor de grandes obras e realizador do maior carnaval do interior do Brasil jurava inocência e metade da população foi solidária a ele. Somente 5 anos depois, com a prisão do desembargador motivada por uma ação penal a pedido do Ministério Público Federal, Procuradoria Geral da República e Polícia Federal, o afastamento do ex-prefeito Robertinho foi esclarecido e ele colocado de vítima no processo, mas o prejuízo político já havia sido consolidado.

O ex-prefeito Robertinho foi afastado do cargo no dia 20 de agosto de 2004, nas vésperas de uma eleição municipal, por força de uma liminar expedida pelo referido desembargador atendendo uma provocação de um procedimento que contestava a realização de uma festa carnavalesca feita por meio de um processo com dispensa de licitação. A dispensa havia se dado por não ter sido possível licitar os valores dos artistas de gêneros musicais individualizados, que tinham cachês diferenciados, e a forma procedimental, foi entendida pelo desembargador como ilegal e, sem abrir prazo de defesa, afastou o então prefeito Robertinho.

Na época o CNJ – Conselho Nacional de Justiça informou que outro grupo político interessado no afastamento de Robertinho, teria pago inicialmente o valor de R$ 300 mil, e desembolsado outras duas parcelas de valores semelhantes, para se manter no cargo, não havendo mais interesse do grupo de continuar pagando, em razão de ter perdido a reeleição na ocasião, o mesmo desembargador teria revogado a liminar e devolvido o cargo ao prefeito “Robertinho”, no dia 20 de novembro de 2004. Que por sua vez preferiu não reassumir o mandato, tendo renunciando três horas depois, se precavendo segundo ele, para não herdar problemas alheios. (Por Athylla Borborema).

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