SINDPOC afirma que a Secretaria de Segurança Pública tenta “maquiar” a realidade da Bahia

SINDPOC afirma que a Secretaria de Segurança Pública tenta “maquiar” a realidade da Bahia
10 junho 20:57 2017 Imprimir esta notícia

O Sindicato dos Policiais Civis (SINDPOC), abada de divulgar nota em reafirma a veracidade dos dados coletados pelo Atlas da Violência 2017, através do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e salienta que a Secretaria de Segurança Pública tenta “maquiar” a realidade onde a Bahia é apontada como o Estado que possui o maior número de cidades na lista das 30 mais violentas do Brasil: Lauro de Freitas, Simões Filho, Eunápolis, Teixeira de Freitas, Porto Seguro, Barreiras, Camaçari, Alagoinhas e Feira de Santana. O SINDPOC frisa que o Estado lidera o ranking nacional de homicídios, pelo sétimo ano consecutivo, devido à presença de muitos bolsões de miséria e ao processo de sucateamento da polícia baiana.

O Presidente do SINDPOC, Marcos Maurício, em nota enviada à imprensa, destaca que a sociedade baiana vive uma guerra que está sendo, a todo tempo, maquiada e escondida pela Secretaria de Segurança Pública. “Ficou nítido a tentativa do Secretário em se eximir da responsabilidade no resultado dos altos índices de violência que estão ocorrendo, desde a sua entrada em 2011, como titular da pasta. Não foi explicitado por ele como chegamos a mais de 40 mil mortes violentas intencionais no nosso Estado, entre 2011 e 2017, e que as ações de combate à violência se resumem às construções faraônicas, sem resultado efetivo à sociedade”, critica o sindicalista.

Segundo o investigador e Vice-Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes,a cada 100 homicídios que ocorrem na Bahia, apenas 8 são elucidados, ou seja, o Estado consegue elucidar apenas  8% dos homicídios. “As delegacias Territoriais se transformaram em delegacias de caráter cartoriais e burocráticas, basicamente, para registros de ocorrências, com interrupção das investigações criminais e a consequente queda da elucidação dos delitos. Essa deficiência na elucidação dos homicídios, aumenta a sensação de impunidade na sociedade e gera mais violência. Não podemos esquecer do quadro de total precariedade que encontra-se a Polícia Civil como péssimas condições de infraestrutura, falta de investimento em capacitação e qualificação dos servidores, ausência de tecnologia apropriada, entre outros”, protesta.

Dos 417 municípios baianos, cerca de 180estão sem policiais civis ou possuem efetivo insuficiente para dar conta da demanda social. O Estado tem, atualmente, menos de 7.500 servidores da Polícia Civil. “Quando, na verdade, deveríamos ter, a partir de 2009, 12.000 policiais trabalhando a serviço da sociedade. Esses casos que não são elucidados estimulam os crimes cinematográficos e a prática do velho cangaço e levam o terror e medo à população como as  explosões dos caixas eletrônicos e os ataque às Companhias da Polícia Militar, entre outros”, pontua o investigador e Vice-Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes.

De acordo com o Presidente do SINDPOC, o  combate à violência não é uma receita pronta, deve envolver  ações intersetoriais entre Segurança Pública, saúde, educação,  infraestrutura e emprego. “Também não se pode esquecer como fundamental a melhoria das condições de trabalho, capacitação continuada, eficaz estrutura de sistemas integrados de comunicação, valorização econômica e dos profissionais. Precisamos de uma política pública que promova  igualdade de oportunidades e o respeito às  diferenças. São elementos essenciais para a diminuição desse desastre social que se instalou em nosso Estado!”, reivindica Marcos Maurício.

O Vice-Presidente do SINDPOC cita o exemplo da cidade de Nova York, EUA, onde o prefeito promoveu o fortalecimento das instituições policiais e decretou uma política de “Tolerância Zero” ao crime, algo que gerou uma redução drástica da violência. “Na Bahia, a população  vive com medo, refém  da violência, as pessoas não podem andar livremente com celular e smartphone. Por outro lado, percebemos um crescimento das organizações criminosas!”, frisa Eustácio Lopes. (Da redação TN)

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