Teixeira de Freitas: Assassinato do travesti “Cris” e relacionado em estudo sobre crimes contra o público LGBT na Bahia

Teixeira de Freitas: Assassinato do travesti “Cris” e relacionado em estudo sobre crimes contra o público LGBT na Bahia
28 janeiro 20:54 2017 Imprimir esta notícia

Dados divulgados na última segunda-feira (23) pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostram que o ano de 2016 foi o mais violento desde 1970 contra pessoas LGBTs. Foram registradas 343 mortes, entre janeiro e dezembro do ano passado. Ou seja, a cada 25 horas um LGBT foi assassinado, o que faz do Brasil o campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais. A Bahia ocupa a segunda posição dentre os estados com 32 mortes ficando atrás apenas de São Paulo (49 casos).

Segundo o antropólogo Luiz Mott, responsável pelo site Quem a Homofobia Matou Hoje – que faz a tabulação dos casos de violência que acontecem contra os LGBTs de acordo com matérias e recortes de jornais e sites do Brasil já que não há estatística oficial sobre esse tipo de crime – nunca antes na história do Brasil registraram-se tantas mortes desde 1970, quando o GGB começou fazer as estatísticas.

“Matam-se mais homossexuais aqui do que nos 13 países do Oriente e África onde há pena de morte contra os LGBTs. Tais números alarmantes são apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, pois não havendo estatísticas governamentais sobre crimes de ódio, tais números são sempre subnotificados já que nosso banco de dados se baseia em notícias publicadas na mídia, internet e informações pessoais”, explica Mott.

Dos 343 assassinatos registrados em 2016, 173 das vítimas eram homens gays (50%), 144 (42%) trans (travestis e transexuais), 10 lésbicas (3%), 4 bissexuais (1%), incluindo na lista também 12 heterossexuais, como os amantes de transexuais, além de parentes ou conhecidos de LGBT que foram assassinados por algum envolvimento com a vítima como foi o caso do vendedor Luís Carlos Ruas, 54 anos, que foi morto ao defender travestis no metrô de São Paulo.

Caso de Teixeira de Freitas

No estudo divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), é citado o caso do assassinato de Cristiano Santos das Silva, a “Cris”, de 27 anos, crime ocorrido em 15 de março de 2016, no Bairro Tancredo Neves, região oeste da cidade. “Cris” que era travesti e tinha sido preso em 2013 acusado de envolvimento na morte de uma mulher, foi morto próximo à sua residência na Rua da Lima. (Por Ronildo Brito)

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