Valdir Barbosa: Delegado especial que mais desvendou crimes na Bahia é pré-candidato a deputado estadual

Valdir Barbosa: Delegado especial que mais desvendou crimes na Bahia é pré-candidato a deputado estadual
26 julho 11:10 2018 Imprimir esta notícia

O delegado de polícia Valdir Gomes Barbosa que já foi delegado-chefe da Polícia Civil da Bahia e por mais de 20 anos atuou como delegado especial da Polícia Judiciaria do Estado, especialista em investigação, captura, gerenciamento de crise e procedimentos de inteligência, onde desvendou os casos mais misteriosos ou intrigantes que tenha ocorrido nos mais diversos municípios baianos, especialmente nas décadas de 80 e 90, está em pré-campanha no Estado porque pretende concorrer uma das 63 vagas de deputado estadual da Assembleia Legislativa da Bahia, nas eleições deste ano.

O delegado Valdir Barbosa com 37 anos dedicados a Polícia Civil da Bahia ficou conhecido nos últimos 25 anos da sua carreira, como o “delegado especial Valdir Barbosa”, tanto por ser delegado realmente de nível especial, quanto porque somente trabalhava em casos especiais e aparentemente de difícil resolução. O seu trabalho ficou conhecido no país inteiro pelos destaques que ganhava na mídia nacional solucionando crimes estúpidos e evitando tragédias. O seu nome nas décadas de 80, 90 e até 2013 representava desespero para o crime organizado na Bahia, porque tratava-se de um policial do time de elite da Polícia Judiciária do Estado em defesa da sociedade, que quando designado pelo governador, partia para resolver.

Pré-candidatura

Valdir Barbosa é delegado aposentado desde 2013 e se dedica a sua empresa de consultoria de segurança e a literatura, em Vitória da Conquista, onde reside. Foram 37 anos dedicados a carreira policial, com muita adrenalina nas diligências e investigação o que lhe resultou o título de “Homem de Ouro da Polícia Civil”. Ele desvendou muitos mistérios no mundo das investigações. Evitou mortes, conteve rebeliões em presídios, prendeu sequestradores e grandes assaltantes de bancos e chegou ao topo da carreira ao ocupar o cargo de delegado-chefe da Polícia Civil do Estado. Filiado ao PPS e ligado ao grupo político do atual prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), delegado Valdir Barbosa é pré-candidato a deputado estadual. E aliados acreditam que o nome de Valdir Barbosa tem grande apelo popular em um momento em que a segurança pública é uma das maiores preocupações dos brasileiros e dos baianos.

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O delegado Valdir Barbosa é também escritor com vários livros e artigos publicados. Os seus livros mais famosos é o romance “Surfando em Pipelines” e principalmente o “Saques e Tiros na Noite – Sonhos, Estórias e Histórias de um Homem de Polícia”  que trata-se de uma obra de fatos reais que relata diversos casos policiais em níveis estadual, nacional e até internacional, com ponto de partida na Bahia. O livro tem 545 páginas e cada capítulo traz com detalhes e enriquecimentos dos maiores casos desempenhados por Valdir Barbosa. São os bastidores das investigações que ninguém na época ficou conhecendo pela imprensa, que detalha casos, como do sequestrador Leonardo Pareja, ocorrido em Feira de Santana; a rebelião no Presídio Nilton Gonçalves; o sequestro de Dona Gilenilda Alves que abalou a cidade de Vitória da Conquista; o sequestro dos meninos de Itapetinga; o sequestro no Dorotéia em que o delegado evitou que o namorado matasse a namorada; a operação que deu um basta a série de crimes praticados em Senhor do Bonfim pelo famigerado bandido Dau, morto em confronto com policiais da sua equipe.

A Vida

Baiano de Salvador, Valdir Gomes Barbosa nasceu em 25 de maio de 1952. Aos dois anos, começou a decorar e repetir, na íntegra, os poemas que sua mãe costumava ler em voz alta. A fama de menino prodígio chegou ao conhecimento do radialista Ruy Brandão, que comandava um programa radiofônico de grande audiência. Foi o suficiente para o Valdir Barbosa virar uma grande atração, como declamador de poesias, nas tardes dos sábados, no auditório da Rádio Excelsior AM da Bahia.

Um dia, de passagem por Salvador, o jornalista Herbert Moses, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) assistiu uma performance do pequeno gênio. Impressionado com o que viu, Moses incentivou a ida do menino ao Rio de Janeiro, juntamente com seus pais, Adauto Gomes Barbosa e Walneide Pereira Barbosa, que inclusive transferiram a residência para a capital federal.

No Rio, Valdir apresentou-se no Palácio do Catete, onde recitou poesias de OIavo Bilac para o presidente Juscelino Kubistchek. Também esteve no Paço Municipal, para mostrar sua genialidade artística ao prefeito do Distrito Federal, Francisco Negrão de Lima. Ainda na capital federal, passou a se exibir semanalmente na TV Tupi e na TV Excelsior.

Com o retorno da família a Salvador, pois seu pai não se adaptou à vida no Rio de Janeiro, Valdir foi estudar no Colégio Antônio Vieira, de onde somente saiu para cursar a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia. Diplomado em 1975, exerceu a profissão de advogado por pouco tempo, pois o destino lhe reservou o papel de policial implacável na defesa da sociedade, como verdadeiro ‘caçador de bandidos’. Sua trajetória, como paladino da lei, começou em 1976, ao assumir a delegacia da cidade baiana de Itapetinga, no sudoeste do Estado.

A Carreira Policial

Pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia, Valdir Gomes Barbosa fez diversos cursos, no Brasil e no exterior. Ocupou relevantes cargos, dentre eles o de delegado chefe da Polícia Civil do Estado, mas não foi em funções burocráticas de gabinete que se notabilizaria e sim como delegado de operações especiais, na linha de frente. Comandou dezenas de investigações de campo, capturou fugitivos da Justiça e solucionou casos importantes. E nas perseguições sem tréguas aos criminosos, empreendeu ações que se estenderam por quase todos os estados brasileiros e também a outros países.

O delegado da elite da polícia baiana comandou diligências que ficaram famosas. Os seus casos de maior destaque na imprensa foram: recuperação das joias roubadas no apartamento do senador Antônio Carlos Magalhães, por uma quadrilha comandada por Rui Clementino da Silva, refinado e inteligentíssimo ladrão carioca; captura, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, do empresário Otto Willy Jordan, fugitivo do sistema prisional da Bahia; captura, em Miami, nos Estados Unidos, do empresário Domingos Rosólia Neto, líder de um golpe milionário contra o Banco do Brasil; libertação da estudante Fernanda Viana, sequestrada em Salvador por Leonardo Pareja, um jovem bandido goiano de fugas sensacionais, que manteve a adolescente como refém no Hotel Samburá, em Feira de Santana, dentre tantos outros. (Por Athylla Borborema)

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