Valmir diz que “impunidade deve chegar ao fim” com a prisão de acusados de matar líder do MST

Valmir diz que “impunidade deve chegar ao fim” com a prisão de acusados de matar líder do MST
12 julho 10:22 2018 Imprimir esta notícia

“Parte da quadrilha que assassinou cruelmente o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Fábio Santos, no município de Iguaí, no sudoeste da Bahia, em 2013, foi presa nesta quarta-feira (11)”, acaba de informar o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), acrescentando que quatro pessoas denunciadas como mandantes e executores do crime tiveram suas prisões cumpridas por policiais da região. Assunção, que é membro do MST na Bahia, declarou que o caso ainda deve ter outros desfechos e que é preciso intensificar as investigações para que a “impunidade chegue ao fim”. Para o petista, o caso mesmo depois de cinco anos ainda causa profunda comoção entre amigos e familiares. “É um momento de grande importância para que a punição chegue aos responsáveis e que a família tenha um pouco de paz. Fábio era uma grande liderança do movimento e lutava por terra na região onde vivia. Parabenizo aos policiais que realizaram as investigações e as prisões dos criminosos”, salienta.

Líder do MST foi assassinado na presença de sua família

Líder do MST foi assassinado na presença de sua família

Assunção lembra que Santos foi morto na frente de sua esposa e filha, com 15 tiros, durante uma emboscada ocorrida no dia 2 de abril de 2013. As investigações foram conduzidas pelo Grupo Especial de Mediação e Acompanhamento de Conflitos Agrários e Urbanos da Polícia Civil (Gemacau) e apontaram a existência de uma ‘associação criminosa’, composta por fazendeiros e pistoleiros que atuavam na região de Iguaí, Ibicuí e Nova Canaã. A denúncia destaca ainda que um dos motivos do crime foi a atuação da vítima em defesa da reforma agrária. Foram presos na operação o fazendeiro Délcio Nunes Santos, o comerciante Márcio Fabiano Cunha Borges e os vaqueiros Arenaldo Novais da Silva e Neuton Muniz da Silva. Além disso, na residência dos acusados foram encontradas armas de fogo. De acordo com informações, estão foragidos o fazendeiro Welder Leonardo Gusmão Amaral e Ricardo Neves de Oliveira – esse último apontado pela polícia como executor do crime.

O líder do MST Fábio Santos foi uma das principais lideranças do movimento no sudoeste da Bahia e seu assassinato mobilizou militantes durante todos esses anos para destravar o processo e exigir a punição dos culpados. Foram realizadas inúmeras vigílias em fóruns municipais, marchas e ocupações em todo o estado para pressionar a justiça por respostas. A direção do MST na Bahia celebrou a prisão de parte da quadrilha, nesta quarta-feira (11), envolvida na execução de Santos e destacou “que as lutas em defesa da terra são centrais para garantir dignidade dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo e da cidade”. O MST afirma também “que seguirá cobrando os órgãos competentes até que todos os responsáveis sejam presos”. (Da redação TN)

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