Vereadora Erlita defende realização de cirurgias gratuitas para mulheres mutiladas pelo câncer de mama

Vereadora Erlita defende realização de cirurgias gratuitas para mulheres mutiladas pelo câncer de mama
20 setembro 11:18 2017 Imprimir esta notícia

A vereadora Erlita Conceição de Freitas (PT) vem, já algum tempo, empunhando a bandeira das mulheres vítimas de câncer de mama. Para a vereadora, o município de Teixeira de Freitas precisa se organizar para oferecer cirurgias gratuitas às mulheres que ficaram mutiladas por conta desta triste doença e, sobretudo, melhorar a estrutura para atendimento da demanda e rever o número insuficiente de médicos qualificados para o procedimento.

Conforme a vereadora Erlita Freitas, todas as mulheres que passam por mastectomia tem direito à reconstrução mamária gratuitamente pelo SUS – Sistema Único de Saúde. Segundo a parlamentar, a paciente deve discutir isso com os médicos, e quando a reconstrução não for possível na mesma cirurgia, deve procurar o posto de saúde do seu bairro para solicitar o procedimento. Caso seja negado, ou o procedimento esteja demorando muito para ser realizado, a mulher deve procurar a Defensoria Pública para garantir na justiça o direito à reconstrução.

A vereadora Erlita Freitas lembra que o município tem o dever e obrigação de oferecer suporte e orientação em reuniões semanais para mulheres que passaram pela mastectomia, e viabilizar por mais agilidade nas cirurgias de reconstrução para que as pacientes retomam suas vidas ao encontrar conforto umas nas outras, participando de palestras sobre autocuidados e recebendo orientações de como buscar seus direitos.

”Em um primeiro momento elas estão preocupadas em curar o câncer. Quando retiram a mama, os impactos vão desde aos ligados ao universo feminino, como o vaidade, sexualidade, mulheres que não tiram mais a roupa em frente aos maridos, que se sentem mutiladas, até questões como dores e perda do movimento dos braços”, salienta a vereadora Erlita Freitas e, explica que após passarem pela reconstrução, as pacientes passam a ter a sensação de finalmente conseguir fechar um ciclo, sentindo-se livres para continuarem suas vidas.

Segundo a vereadora Erlita Freitas, essa complexa doença é repleta de outros pontos que também inspiram cuidados. Um deles é a perda da mama e a possibilidade de reconstruí-la. Ela informa, que a Lei nº 12.802 estabelece que a reconstrução mamária é um direito da mulher que teve a mama mutilada pelo tratamento do câncer e ainda que ela deve ser feita imediatamente após a retirada das mamas se existirem condições técnicas para isso. No caso de impossibilidade da reconstrução imediata, a paciente tem direito a acompanhamento e realização da cirurgia assim que ela alcançar as condições requeridas para a reconstrução.

A parlamentar explica que existem casos em que a reconstrução imediata não deve ser realizada. “Caso existam tumores mais avançados, a paciente não esteja clinicamente instável ou vá precisar fazer radioterapia pode ser que a cirurgia não seja indicada, mas depende de cada caso e de uma avaliação médica, porque são contra-indicações relativas”. Contudo, o Ministério da Saúde, em 2017, aponta que o número de cirurgias de reconstrução mamária cresceu 76,9% em relação a 2010. (Por Athylla Borborema).

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