Vídeo: Preso e algemado, vereador reeleito toma posse em Caratinga-MG

06 janeiro 11:44 2017 Imprimir esta notícia

Algemado e com o uniforme do sistema prisional, o vereador Ronilson Marcílio Alves (PTB), de 42 anos, tomou posse do cargo na Câmara Municipal de Caratinga-MG., nesta última terça-feira (3). Sob escolta policial, o vereador chegou à sede do Legislativo ao meio-dia e permaneceu cerca de duas horas no local.

Reeleito em outubro de 2016, com 854 votos, Ronilson passou a ser alvo de investigação policial no fim de novembro, quando a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa dele e apreendeu documentos, pen drive e aparelhos celulares. Na época, ele foi conduzido para prestar esclarecimentos e liberado em seguida.

Mas no dia 19 de dezembro ele foi preso no município de Cordeiro, interior do Rio de Janeiro, e levado para a Penitenciária de Caratinga, onde permanece até hoje. A Polícia Civil informou que o caso segue em segredo de justiça. O advogado Dário Júnior, que responde pela defesa do vereador, informou que o cliente é acusado de extorsão contra um padre da cidade e teve a prisão preventiva decretada no dia 2 de dezembro. Outras três pessoas foram presas em flagrante pela mesma acusação.

Ainda de acordo com Dário Junior, a posse poderia ter sido feita no gabinete do presidente, mas este optou por fazer no plenário para dar mais transparência. “Como advogado, eu acredito que poderia ter sido mais tranquilo”, declarou.

Logo após a posse, Ronilson Alves foi novamente conduzido para a Penitenciária da cidade. A defesa explica que já foram feitos dois pedidos de habeas corpus. O primeiro foi movido no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas foi negado. Foi aberto então outro pedido no Superior Tribunal de Justiça, também negado. Apesar disso, o advogado acredita que o vereador ainda poderá exercer seu mandato.

O presidente da Câmara Municipal de Caratinga, Valter Cardoso (DEM), disse que o vereador Ronilson Alves continua recebendo salário e que o regimento interno da Casa permite que ele vá às reuniões escoltado. Se não comparecer, o vereador deve justificar. (Da redação TN)

  Categorias: