Acusado de assassinar o patrão carpinteiro é condenado a 18 anos de prisão em Teixeira de Freitas

Acusado de assassinar o patrão carpinteiro é condenado a 18 anos de prisão em Teixeira de Freitas
11 dezembro 19:57 2015 Imprimir esta notícia

O crime aconteceu em dezembro de 2011, quando Aurelino Ângelo Custodio, de 64 anos, que era marceneiro e tinha uma pequena marcenaria na rua Mauá, região central de Teixeira de Freitas, do nada, desapareceu. O desaparecimento só foi descoberto quando um dos filhos de Aurelino estranhou o fato de que o pai não estava mais visitando sua casa. O filho foi até a residência do pai, e lá, sua madrasta não soube informar sobre o paradeiro do marceneiro.

Cientes da desconfiança do filho do homem desaparecido, policiais civis de Teixeira de Freitas, na época coordenados pelos delegados Charlton Fraga e Marcus Vinícius, após intensas investigações, conseguiram prender na tarde de quarta-feira, dia 04 de fevereiro de 2012, cerca de 60 dias após o desaparecimento, Cosme Souza Santos, de 24 anos na época, morador do bairro Tancredo Neves, que além de confessar o assassinato daquele que era o seu patrão, levou os agentes ao local onde tinha ocultado o corpo, num buraco escavado por ele e pela suposta mandante, nos fundos da própria carpintaria da vítima. Nos exames de medicina legal feitos na época ficou comprovado que a vítima sofreu um violento golpe na cabeça, provocado por uma barra de ferro, e depois foi enforcada por um cabo de aço.

Na época o inquérito policial do caso concluiu que Cosme já trabalhava com Aurelino há quatro anos, e o matou por questões trabalhistas. Em seu depoimento o homicida também relatou que sofria humilhações do então patrão e por isso, resolveu assassiná-lo.

Além de prender o executor a polícia também chegou na suposta mandante do homicídio, Maria Nilce, companheira da vítima, que alegara tomar a decisão pelo fato de ter sido agredida várias vezes pelo marido, além de apontar o mesmo como autor de uma violência sexual contra sua filha, enteada da vítima, quando a mesma ainda era menor de idade. Essas acusações nunca foram bem esclarecidas e no banco de dados da Polícia Civil foi descoberto o contrário, Aurelino que havia registrado ocorrências policiais sobre possíveis problemas que estaria enfrentando com a esposa e um filho menor, que por sinal foi levado por Cosme para o Rio de Janeiro-RJ., dias após o crime.

No dia do crime, segundo a polícia, Aurelino teria discutido com a esposa, e Cosme interferido em favor da mulher e matado o patrão. De acordo com Maria Nilce, Aurelino estava sob efeitos de tranqüilizantes que ela teria dado a ele para dormir e impedir que o mesmo saísse à rua para participar de jogos de azar. Ela estaria tentando separar-se do marido, mas ele não aceitava o divórcio, motivo pelo qual o casal discutia freqüentemente.

O Júri

carpind1O julgamento popular aconteceu nesta quinta-feira, dia 10 de dezembro, quatro ano após o assassinato e foi realizado de maneira desmembrada, já que a Maria Nilce Pereira de Jesus, de 47 anos, acusada de ser a mandante da morte do próprio marido, por questões de uma cirurgia que fizera, só será julgada no ano que vem.

Desta vez sentou-se no banco dos réus o homicida Cosme Souza Santos, de 27 anos, e após horas de embates entre acusação e defesa, os jurados deram o veredicto, condenando o mesmo a uma pena de 18 anos de reclusão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Cosme já está preso há 3 anos e 10 meses, período que será descontado em sua pena.

Com o final do julgamento, presidido pelo juiz Argenildo Fernandes, já no final da noite desta quinta-feira, dia 10 de dezembro, o assassino Cosme Souza Santos, de 27 anos, saiu algemado direto para uma cela do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF), para o cumprimento do restante do período de sua condenação. (Por Ronildo Brito)

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