Com parecer favorável do MP, juiz manda soltar Edelvânio Pinheiro durante audiência em Medeiros Neto

Com parecer favorável do MP, juiz manda soltar Edelvânio Pinheiro durante audiência em Medeiros Neto
16 dezembro 19:54 2015 Imprimir esta notícia

Na manhã desta quarta-feira, dia 16 de dezembro, às 10h, aconteceu a primeira audiência de instrução criminal no Fórum da Comarca de Medeiros Neto, que pode mudar completamente os rumos do processo contra o policial militar e jornalista Edelvânio Pinheiro, acusado de crime sexual contra duas menores daquele município.

Durante a audiência e com parecer favorável do promotor José Dutra, substituto da 1ª Promotoria de Medeiros Neto, o juiz William Bossanelli de Araújo, despachou um alvará de soltura em favor de Edelvânio Pinheiro em razão do acusado preencher os requisitos para aguardar a conclusão do processo em liberdade e além disso, para obter a decisão a defesa do acusado apontou falta de materialidade e criação de dúvidas no decorrer do processo. O acusado Edelvânio Pinheiro, que até a manhã desta quarta-feira, dia 16 de dezembro, permanecia recolhido à prisão militar do Batalhão Escola de Teixeira de Freitas (13º BEIC), agora ganha o direito de continuar respondendo a acusação em liberdade.

O policial militar e jornalista Edelvânio Pinheiro por meio da sua advogada sempre alegou inocência e antes mesmo de ser detido, a sua defesa já revelava uma possível “armação” contra a sua honra e pessoa.

Representação

Uma representação criminal objetivando a descaracterização de provas foi protocolada no dia 23 de novembro, na Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Comarca de Medeiros Neto e levou em anexo pelo menos três vídeos e outras 5 gravações de duas adolescentes de 12 e 15 anos, materiais gravados em dias alternados revelando que foram obrigadas pelas mães e influenciadas por terceiros a mentir em depoimento ao promotor de justiça que teriam sido abusadas sexualmente pelo policial militar Edelvânio Silva Pinheiro Gonçalves, de 44 anos.

O policial militar e jornalista Edelvânio Pinheiro foi indiciado pela Polícia Civil no último dia 5 de outubro e denunciado numa ação penal pelo Ministério Público Estadual no último dia 12 do mesmo mês, após ter sido acusado pela mãe de uma garota de 12 anos, de crime de violência sexual contra a própria garota e de uma prima dela de 14 anos.

Embora os laudos periciais do Instituto Médico Legal não tenham comprovado os estupros, inclusive constatando que a menina mais jovem está com hímen íntegro e não foi possível evidenciar ruptura anal. E já a menina mais velha o laudo comprovou que ela não é mais virgem, no entanto, apresentou extrusão vaginal já cicatrizada e sem aparente lesão de violência sexual. (Por Ronildo Brito).

  Categorias: