Consórcio Municipal de Saúde é formalizado para 21 municípios do sudoeste baiano

Consórcio Municipal de Saúde é formalizado para 21 municípios do sudoeste baiano
31 janeiro 11:34 2016 Imprimir esta notícia

Mais de 400 mil baianos vão ter o cuidado com a saúde ampliado com mais um Consórcio Municipal de Saúde, desta vez na região de Guanambi, no sudoeste baiano.  A solenidade de assinatura do convênio para a criação do consórcio foi realizada neste sábado (30), no Colégio Modelo de Guanambi, onde o governador Rui Costa autorizou também a construção de uma policlínica, que vai atender a 21 municípios que devem fazer parte do consórcio, incluindo os que assinaram o compromisso neste sábado (30).

“Não é apenas a construção de policlínicas e consórcios, estamos iniciando a edificação de um novo modelo de saúde. A forma de pensar de que cada município sozinho podia dar conta dos problemas de saúde está sendo substituída pela tese de que unidos podemos fazer mais, melhor e mais barato”, afirmou o governador.

Segundo Rui, em 2015, ele visitou a Alemanha, onde conheceu a estrutura da saúde pública daquele país. “A lógica que eles trabalham é por região e é isso o que estamos construindo aqui: um consórcio, uma parceria entre os municípios. Os equipamentos são implantados em municípios que atendem a toda a região, e os custos são divididos entre todos eles, proporcionalmente ao tamanho de cada um”.

O governador informou que estão sendo iniciadas as construções de cinco policlínicas e outras cinco vão ser financiadas com recursos do Banco Mundial. “Pretendo até o ano que vem estar inaugurando este serviço. A contratação é do consórcio, não é do município, então a remuneração dos profissionais será feita pelo Estado e pelos municípios, proporcionalmente ao tamanho da sua população”.

Estrutura

A construção da policlínica de Guanambi será executada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). A meta do governo baiano é construir 28 policlínicas no interior, com até 13 especialidades, 32 serviços de apoio diagnóstico, equipamentos, tais como tomógrafo, ressonância magnética, mamógrafo, além de realizar pequenas cirurgias. Diferente do que ocorre atualmente, o objetivo é que as pessoas não precisem mais se deslocar para a capital a fim de realizar consultas e exames, visto que os mesmos estariam disponíveis nas diversas regiões do estado.

O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, disse que os consórcios e as policlínicas são um marco histórico na saúde pública baiana. “Estamos construindo um sistema descentralizado e regionalizado de assistência, que vai ratear as despesas entre os entes participantes – os municípios e o Estado -, permitindo que a gente leve a saúde para mais perto do cidadão”.

Investimento

A policlínica vai representar, segundo Vilas-Boas, um investimento de R$ 17 milhões, e vai incluir tomografia, ressonância magnética, todos os exames de cardiologia, laboratório, além de três especialidades médicas e vai funcionar em sistema de agendamento. “Vamos fazer o transporte de pacientes das cidades, em ônibus com ar condicionado, para que façam os exames e sejam devolvidas ao seu município no final do dia”.

O prefeito de Malhada, Gimmy Everton, assinou o consórcio. “O município possui 20 mil habitantes, fica a 800 quilômetros da capital e as deficiências são grandes. Essa policlínica vem contribuir com a vida de 400 mil pessoas. O Governo do Estado acertou na decisão de delegar aos consórcios a administração dessas clínicas, pois um paciente pode até morrer, se depender de fazer uma viagem de mais de 800 quilômetros para fazer um exame”. (Da redação TN)

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