Delegado diz que menor de 11 anos morto já ‘tocava terror’, andava armado e estava sendo caçado em Itabela

Delegado diz que menor de 11 anos morto já ‘tocava terror’, andava armado e estava sendo caçado em Itabela
24 dezembro 00:28 2018 Imprimir esta notícia

Neste domingo, dia 23 de dezembro, o delegado Marivaldo Felipe dos Santos, titular da Polícia Civil em Itabela, falou pela primeira vez à imprensa sobre o caso de Paulo Henrique da Paz Silva, o “PH do Dapezão”, de apenas 11 anos de idade, morto a pauladas na madrugada deste último sábado (22), em um terreno baldio, na saída de um evento festivo conhecido como “paredão”, no bairro Bandeirante, periferia da cidade.

Marivaldo Felipe contou que o menino de 11 anos, que tinha corpo franzino e cabelo loiro de tintura “tocava o terror” no bairro Dapezão, onde morava com os pais. Segundo a polícia, “PH” se apresentava sem medo a qualquer pessoa e ostentava, sempre que podia, um revólver calibre 32, com o qual já havia sido apreendido por mais de uma vez.

O delegado Marivaldo Felipe diz não saber com que idade o menino começou no crime, mas que já tinha diversas passagens na Delegacia Territorial de Itabela (DT), inclusive por assalto e participação em homicídio. Mas por ser criança com menos de 12 anos, nenhuma autoridade conseguia tomar providências.

Fora da escola, o garoto era envolvido com um grupo de adolescentes e adultos com idade entre 13 e 20 anos, com os quais praticava os crimes, sobretudo assaltos.PH chegava em estabelecimentos com amigos e tocava o terror”, afirmou o delegado. “Parecia que comandava a ação criminosa”, completou Felipe ao Correio.

Colegas mortos
Mas o envolvimento do grupo com o tráfico de drogas chamou a atenção de grupos rivais locais. Na noite do dia 6 de dezembro, PH e mais quatro amigos caminhavam numa rua do Dapezão, quando foram alvos de atiradores.

Todos correram, mas um deles, Darles Santos Marinho, 19, foi baleado. Ele ainda correu para uma plantação de café próxima, nas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a polícia, Darles não tinha passagens por crimes, mas era envolvido com a turma de PH, que depois desse crime passou a ser caçado, assim como os demais amigos que estavam no dia que Darles foi morto.

Adenivan Grigório da Silva, 15, não precisou sair de casa para ser morto. Seus algozes foram “buscá-lo” no último dia 9 na residência onde morava com os pais, no centro da cidade, e o levaram para um matagal. Lá, o executaram com 15 tiros. Um dia antes o adolescente tinha prestado queixa na polícia contra os criminosos.

PH seria o próximo. Visto de bobeira numa festa de som de paredão, no bairro Bandeirantes, acabou sendo morto com golpes de um porrete de madeira que tinha quase o seu tamanho. (Da redação TN)

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