Maré vermelha: Mancha diminui nas praias de Porto Seguro e Cabrália

Maré vermelha: Mancha diminui nas praias de Porto Seguro e Cabrália
31 março 10:50 2016 Imprimir esta notícia

As praias de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, permaneceram praticamente desertas, nesta quarta-feira, 30, apesar de o fenômeno natural conhecido como maré vermelha estar diminuindo a intensidade.

Desde o final de semana, mais de 300 pessoas procuraram atendimento médico nas duas cidades do litoral extremo sul baiano com sintomas de diarreia, vômito, dor abdominal e irritação da pele e dos olhos.

Na última terça, moradores e visitantes foram alertados para evitar contato com a água do mar e fazer caminhadas, pelo menos, até esta quinta. A expectativa de donos de barracas, restaurantes, hotéis e pousadas é que o movimento volte ao normal a partir de sexta, 1º.

Provocada pela proliferação de algas marinhas tóxicas, a maré vermelha ocorre, geralmente, entre fevereiro e abril com variações de um ano para outro em relação ao tamanho de área atingida e duração do fenômeno. “A maré vermelha é prejudicial para a saúde dos humanos e a fauna marinha. Se caracteriza por provocar manchas avermelhadas no mar, formadas por microalgas venenosas”, afirmou a técnica ambiental Marilu Ramos.

Biólogo marinho da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, André Lima alertou que diversos fatores contribuem para a ocorrência, como a luminosidade e a temperatura. “A poluição das águas dos oceanos também pode influenciar para o crescimento das algas tóxicas”.

Nesta quarta, uma embarcação com equipe multidisciplinar percorreu as praias de Porto Seguro e recolheu amostras da água para análise, de acordo com o biólogo. Embora a maior procura por unidades de saúde tenha ocorrido em Porto Seguro, no Hospital Professor José Maria Magalhães Neto, em Santa Cruz Cabrália “recebemos pacientes com os sintomas decorrentes deste fenômeno”, informou a enfermeira Gabriela Diamantino.

Os pacientes, em sua maioria, são funcionários de hotéis que ficam na orla e de barracas de praia. “Estive internado com febre e outros sintomas decorrentes da maré vermelha”, disse o atendente de hotel Anderson Gama, que estava de volta ao trabalho. (Informações: A Tarde)

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