Menina de 3 dias de nascida sobrevive a picadas de escorpião

Menina de 3 dias de nascida sobrevive a picadas de escorpião
16 setembro 13:30 2018 Imprimir esta notícia

A pequena Maria Sofia, de apenas três dias de nascida, foi picada por um escorpião-amarelo, espécie mais letal desse aracnídeo, e sobreviveu. O caso aconteceu em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

Maria Sofia está entre as 15.082 pessoas que foram vítimas de picadas de escorpião de 1º de janeiro até 11 de setembro, na Bahia. Esses 15 mil casos dão uma média de 55 registros por dia. Em todo o ano passado, a média foi 58.

A recém-nascida foi picada cinco vezes, segundo a família e o laudo médico, assinado pela pediatra Silvia Patrícia Ledo, da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Vitória da Conquista, onde a menina ficou internada após ser atendida no Hospital Municipal Esaú Matos. O animal foi encontrado preso ao coto umbilical da criança, escondido dentro da fralda.

Antes de ir para essas unidades, Maria Sofia ainda passou por um posto de saúde e ninguém viu o escorpião. O fato ocorreu na manhã do feriado de 7 de setembro, no conjunto habitacional Campo Verde, do programa federal Minha Casa, Minha Vida, no bairro Campinhos, periferia da cidade.

escordMãe de Maria Sofia, a dona de casa Fernanda Ferreira dos Santos, de 25 anos, relata que, entre 9h e 10h, deu banho na criança e, instantes depois de colocar a roupinha, sentiu que ela estava mole, com a boca espumando, sem querer mamar. Foi quando resolveu levar a criança ao posto médico, onde desconfiaram que a menina estivesse com refluxo.

“A médica do posto levou a menina no próprio carro para o Hospital Esaú Matos, não a culpo por não ter visto o escorpião, ninguém desconfiou de nada”, disse Fernanda, em choque e ao mesmo tempo aliviada pelo fato de a filha ter “nascido de novo” aos três dias de vida.

No Esaú Matos, segundo o laudo médico, Maria Sofia tomou seis ampolas do soro antiescorpiônico. Ela havia chegado à unidade hospitalar com taquicardia (aumento da frequência cardíaca), taquidispnéia (respiração rápida e difícil), recusa alimentar e sialorreia (aumento do fluxo salivar). Após dois dias na UTI, a menina teve alta. (Da redação TN)

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