Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher conta com adesão das centrais sindicais

Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher conta com adesão das centrais sindicais
04 dezembro 10:14 2015 Imprimir esta notícia
Foi assinado nesta quinta-feira (03), o Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, entre a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) e as Centrais Sindicais. O evento aconteceu durante a manhã, no Palácio Rio Branco, e contou ainda com palestra do autor do Mapa da Violência, Julio Jacobo Waiselfisz.
O documento foi assinado pela Secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana, e presidentes e representantes das seguintes centrais sindicais: Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical Bahia; União Geral dos Trabalhadores (UGT); e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
O objetivo do documento é que seja realizada uma convergência de esforços entre a SPM-BA e as organizações sindicais, com a finalidade de implementar ações de enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres no estado da Bahia.
A Secretária Olívia afirmou que o objetivo da assinatura é garantir parceria com as centrais, para que seja desenvolvida uma agenda de ações de conscientização de cada segmento, e que seja estabelecida uma grande mobilização de enfrentamento à violência contra as mulheres no estado da Bahia.
“É preciso mudar a consciência da coletividade. É preciso difundir a Lei Maria da Penha. E o movimento sindical pode nos dar um grande apoio neste sentido. O que nós queremos são ações de conscientização pela eliminação do machismo e para a superação desse quadro de violência”, explicou a gestora.
Para o Presidente da CTB, Aurino Pedreira, a iniciativa da SPM-BA em concretizar a parceria com as centrais sindicais é fundamental para a sensibilização dos homens, sobretudo, porque incentiva que as centrais dialoguem com os trabalhadores e as trabalhadoras sobre a construção de uma sociedade em que homens e mulheres tenham direitos iguais.
Durante o encontro, também foi realizada a apresentação do “Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil”, de autoria do pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, que esteve presente.
Segundo o pesquisador, um dos dados que mais chama a atenção é que o índice de mulheres negras que são mortas no estado é superior ao das mulheres brancas. De acordo com o Mapa da Violência, em 2013, na Bahia, a taxa de homicídio de mulheres brancas vítimas de violência de gênero foi de 2,5, enquanto o de mulheres negras foi de 5,9%, no mesmo período.
Ele ressaltou que a partir de 2010, a taxa de homicídios contra mulheres na Bahia se estabilizou e teve o início de um declínio. Deste modo, Jacobo afirmou que há uma tendência de redução das mortes, o que demonstra que as políticas públicas desenvolvidas no estado estão começando a dar resultados, apesar de ter ainda um longo caminho de vitórias a conquistar.
Além da Secretária Olívia Santana e do pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, estiveram presentes: a Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves; a Deputada Estadual e Presidenta da Comissão dos Direitos da Mulher, Fabíola Mansur; o Deputado Estadual e Presidente da Comissão de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa da Bahia, Bira Corôa; o Presidente da CTB, Aurino Pedreira; o Vice-presidente da Força Sindical Bahia, Nilson Bahia; Shirlene Pereira de Souza, representando a CUT; o Presidente e o representante da UGT Bahia, Magno Lavigne e Luís Paulo Nogueira Braga respectivamente; e o Presidente da NCST, José Ramos Félix.
O evento faz parte da programação de atividades da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia. (Da redação TN)
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