Permanece foragido o pastor acusado de encomendar morte de pastor e sobrinha em Vitória da Conquista

Permanece foragido o pastor acusado de encomendar morte de pastor e sobrinha em Vitória da Conquista
22 janeiro 13:55 2016 Imprimir esta notícia

Permanece foragido o pastor acusado de ter encomendado e participado do assassinato da também pastora e professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Marcilene Oliveira Sampaio Souza, de 38 anos, e da prima dela Ana Cristina Sampaio, 36, cujos corpos foram encontrados na manhã desta última quarta-feira (20), um sítio próximo a Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia. A informação foi divulgada pela Polícia Civil durante uma coletiva à imprensa. Os dois homens já presos são apontados como executores. O pastor está sendo procurado. De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado por vingança após as vítimas, que eram colegas do pastor acusado, terem saído da igreja dele, após um desentendimento, para fundar um novo tempo, levando a maioria dos fiéis da antiga agremiação.

“O crime foi motivado por vingança, após as vítimas terem fundado outra igreja. O pastor foi o mandante e também executor”, afirmou o delegado Marcus Vinicius de Morais Oliveira, titular da 10ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Vitória da Conquista), ao G1. O marido da professora morta, Carlos Eduardo de Souza, que, assim como a companheira, também é pastor, era outro alvo dos criminosos, mas conseguiu escapar do carro em que estava quando sequestrado pelos suspeitos depois de provocar um acidente. A professora Marcilene Oliveira Sampaio, o marido e a prima tinham acabado de sair da igreja, na noite de terça-feira (19), e estavam a caminho do sítio onde moram quando o carro em que estavam apresentou um defeito na estrada que liga ao município de Barra do Choça. Carlos Eduardo disse à polícia que desceu do veículo e abriu o capô para verificar o que tinha acontecido quando foi abordado por três homens que chegaram em outro carro. Entre os suspeitos estava o pastor Edmar, apontado como mandante do crime.

Segundo a polícia, a intenção dos criminosos era matar toda a família no sítio em que as vítimas residiam. A suspeita é de que Marcilene e os parentes já estavam sendo seguidos desde o momento em que deixaram a igreja. Conforme a polícia, ao perceberem as vítimas paradas na estrada, os suspeitos decidiram agir. Carlos Eduardo foi colocado dentro carro dos suspeitos e seguiu pela estrada com um dos criminosos. O outro suspeito e o pastor ficaram ao lado da professora e da prima dela às margens da rodovia. As duas mulheres foram mortas em seguida a pedradas. De acordo com a polícia, o marido de Marcilene, que estava no banco de passageiro sob a mira de um revólver, foi agredido várias vezes ao longo do trajeto pelo suspeito.

No entanto, ao perceber que iria ser morto, Carlos se jogou na direção do veículo, que acabou colidindo em outro que trafegava pela rodovia. Carlos conseguiu abrir a porta e escapar pelo mato. Em seguida, acionou a polícia. Segundo a polícia, o suspeito também apontou quem seriam os demais comparsas: Adriano Silva dos Santos, de 36 anos, e o pastor Edmar dos Santos Brito. Adriano, que teria matado Marcilene e a prima dela com Edmar, foi preso na manhã de quarta, dia 20. Ele confessou participação no crime e apontou o pastor como mandante.

edmard1Além de professora da UNEB, Marcilene já havia atuado como diretora do Departamento de Ciências Humanas e Tecnológicas (DCHT) do Campus XX da Universidade, em Brumado. Marcilene era mestre em Linguística pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e iniciou a carreira na Uneb em 2004.

Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (21) o delegado Marcus Vinicius de Morais Oliveira, que está à frente das investigações do caso, reafirmou que se o pastor Edmar não se apresentar espontaneamente, ele irá representar por sua prisão à Justiça.  (Da redação TN)

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